Nesta segunda-feira (15), Sara Winter, ativista do grupo de extrema-direita 300 do Brasil, foi pela Polícia Federal no âmbito do inquérito que investiga protestos antidemocráticos. Outros cinco mandados de prisão também foram cumpridos.

Sara Winter foi levada para a superintendência da corporação em Brasília por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Os demais envolvidos ainda não tiveram seus nomes divulgados. As prisões são temporárias e têm prazo de cinco dias.

A decisão da prisão por Alexandre de Moraes tem o objetivo de ouvir os investigados e apurar um suposto esquema criminoso de captação de recursos financeiros para realizar ações que vão contra a Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/83), afirmou a PGR.

O pedido para investigar os atos antidemocráticos foi feito por Augusto Aras, procurador-geral da República.

Na última sexta-feira (12), o Ministério Público Federal já havia feito o pedido ao ministro do STF, que atendeu na manhã desta segunda. Questionada pelo jornal Folha de S.Paulo, a defesa de Sara Winter disse que aguarda mais detalhes sobre a ordem judicial de prisão.

Ataque ao prédio do STF

Integrantes do grupo 300 do Brasil se reuniram e atacaram com fogos de artifício o prédio do Supremo Tribunal Federal na noite de sábado (13). Diante do fato, o ministro Dias Toffoli, presidente do STF, pediu a Procuradoria-Geral da República (PGR) que abrisse uma investigação para punir os autores dos ataques.

Para conter o grupo 300 do Brasil, a Polícia Militar, a mando do Governo do Distrito Federal (DF), recolheu utensílios e barracas dos militantes, usando como justificativa a não permissão dos acampamentos no local. Diante do ocorrido, Sara Winter solicitou a intervenção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Winter chegou a invadir o entorno do Congresso e a subir na laje do prédio junto com mais 20 pessoas, mas após a ação da Polícia Legislativa, o grupo desceu para o gramado. A militante argumentou com uma frase incisiva: "vocês tiram nossa casa que nós tiramos o Congresso". Os militantes também defendem a intervenção militar e o fechamento do Congresso, além de realizar ataques à imprensa.

No sábado, os militantes e apoiadores de Bolsonaro se reuníram em oração pelo presidente.

Inquérito das fake news

A militante Sara Winter é investigada no inquérito das fake news, que tramita no STF. Após ser alvo de busca e apreensão, Winter divulgou um vídeo em que diz ter vontade de trocar socos com o ministro Alexandre de Moraes, além de fazer ameaças de infernizar e persegui-lo. Diante do anúncio, a militante foi expulsa do DEM.

Winter deu entrevista à Folha e afirmou que alguns membros estavam armados, mas que era apenas para a própria defesa do grupo, e negou que eram para atividades de militância.

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