O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou através de sua pagina no Facebook que o Brasil não comprará “a vacina da China”. A informação foi publicada por Bolsonaro na última terça-feira (20), em resposta a uma internauta que pediu a exoneração do ministro Eduardo Pazuello, da Saúde. Na rede social, a seguidora pediu para que Bolsonaro exonerasse Pazuello “urgente”, afirmando que ele estaria sendo “cabo eleitoral do Doria”. “Ministro traíra”, escreveu ela.

Vale lembrar que também na terça-feira (20), o Ministério da Saúde anunciou a compra de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica de origem chinesa Sinovac.

Inclusive, a empresa já possui acordos tanto com o Governo de São Paulo, para que seja realizado o fornecimento das doses prontas, quanto com o Instituto Butantan, para a transferência da tecnologia de produção.

Para responder ao comentário da internauta, Bolsonaro afirmou que tudo seria esclarecido ainda na terça-feira (20). “Não compraremos a vacina da China”, ressaltou Jair Bolsonaro.

Bolsonaro volta a afirmar que não comprará a vacina

Horas após sua primeira declaração sobre o assunto, Bolsonaro voltou a comentar sobre o assunto nas redes sociais. No Facebook, o presidente afirmou que sua decisão é a de “não adquirir a referida vacina”, afirmando que antes de ser disponibilizada à população brasileira, a mesma terá que ter sua eficácia comprovada pelo Ministério da Saúde e ainda certificada pela Anvisa.

E mais, Bolsonaro também diz que "o povo brasileiro não será cobaia de ninguém".

Ministério da Saúde anuncia acordo

Ao anunciar o acordo para a compra das vacinas CoronaVac, o Ministério da Saúde já havia anunciado que para que as doses começassem a ser distribuídas, teriam que ser “liberadas pela Anvisa e ter eficácia e segurança garantidas”.

De acordo com auxiliares de Bolsonaro, o presidente desautorizou Eduardo Pazuello. Para o blog da Andréia Sadi, do Grupo Globo, fontes ligadas ao Planalto afirmaram acreditar que o governo não desistirá de fazer a compra das doses, desde que sejam mantidas duas condições: a vacina precisará da aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilânica Sanitária) e também não poderá ser obrigatória.

O acordo

Segundo informações do acordo entre o Butantan e a Sinovac, 46 milhões de doses compradas pelo governo federal estão previstas para o fornecimento. Destas, segundo o Butantan, 6 milhões virão prontas da China, enquanto as outras 40 milhões de doses serão produzidas já em território brasileiro. Vale ressaltar que quando Bolsonaro afirma que não irá comprar vacina chinesa, não fica claro qual delas é referida pelo presidente em suas declarações nas redes sociais.

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