Bruno Covas (PSDB) foi reeleito neste último domingo (29) prefeito de São Paulo após vencer em segundo turno Guilherme Boulos (PSOL). No entanto, o tucano não contou com o apoio da maioria do eleitorado paulistano uma vez que recebeu menos votos que a somatória de votos brancos, nulos e abstenções. Já o candidato do PSOL teve quantidade de votos inferior ao número de pessoas que deixaram de comparecer às urnas neste domingo (29).

Covas foi reeleito com 3.169.121 votos, o que representa 59,38% dos votos válidos. Votos brancos somaram 273.216 (4,39% do total de votos), os nulos foram 607.062 (9,76%) e o número de abstenções foi de 2.769.179, ou seja, 30,81% dos eleitores deixaram de votar.

Esse número de abstenções supera os 2.168.109 de votos conquistados por Guilherme Boulos, o que representou 40,62% dos votos válidos.

Cenário parecido em Porto Alegre

Em Porto Alegre, Sebastião Melo, do MDB, conquistou 370.550 votos, o que representa 54,63% votos válidos. Já 354.692 eleitores da capital gaúcha não foram às urnas nesse domingo, número superior aos 307.745 (45,37% dos votos válidos) recebidos pela candidata do PCdoB, Manuela D'Ávila.

A apuração ainda apontou que quase 21 mil eleitores votaram em branco (2,88%), e pouco mais de 28,8 mil (3,96%) dos eleitores anularam seu voto.

MDB é o partido com mais prefeituras

De acordo com levantamento feito pelo portal G1, o MDB, apesar de ter perdido várias prefeituras, ainda é o partido que comandará mais cidades em todo o Brasil.

Com o encerramento do segundo turno, a legenda terá 784 prefeitos, contra 1.035 do pleito anterior, uma redução de 251 chefes do executivo municipal.

Outro partido tradicional a encolher é o PSDB, que caiu de 785 para 520, mas manteve a prefeitura de São Paulo e é o quarto maior partido.

Em contrapartida, o DEM foi o partido que mais aumentou o número de prefeitos, passando de 266 para 464, o que o deixa na quinta colocação.

Outros partidos de dentro do top 5 amentaram suas participações. Agora figurando na segunda colocação, o PP passou de 495 para 685. Já o PSD, que participou apenas sua terceira eleição para prefeito, pulou de 537 para 654 prefeituras.

PT some das capitais

Pela primeira vez em 35 anos, o Partido dos Trabalhadores não terá nenhum prefeito governando as capitais do país.

A cidade que o PT esteve mais perto ganhar foi no Recife, mas Marília Arraes acabou sendo derrotada pelo primo, João Campos. Ela teve 43,73% dos votos válidos contra 56,27% do candidato do PSB.

O PT ainda perdeu praticamente a metade dos prefeitos, passando de 254 para 183. Em 2012, quando detinha a presidência da República, o partido tinha 630 prefeituras.

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