Guilherme Boulos (PSOL) concedeu entrevista nesta sexta-feira (23) ao canal do YouTube My News. Boulos tem se destacado como um dos nomes emergentes da esquerda nos últimos tempos. Em 2022, o político é cogitado para concorrer à presidência da República ou ao Governo de São Paulo.

Eleições

Sobre a possível disputa da cadeira de governador do estado mais rico do Brasil, Boulos disse: "Eu coloquei meu nome à disposição para um debate público no campo progressista no estado de São Paulo para buscar acabar com essa hegemonia do PSDB", afirmou.

Mesmo comentando a respeito da possibilidade de candidatura, o político disse que não é o momento para confirmar uma chapa, diante dos efeitos da pandemia do coronavírus.

"Não é momento ainda de se lançar candidatura, estamos a um ano e meio da eleição. Nós estamos no meio de uma pandemia com três mil pessoas morrendo todos os dias. Uma pandemia também de desemprego, de miséria, de fome. Dezenove milhões de brasileiros com insegurança alimentar grave, segundo dado mais recente. Isso a gente vê inclusive nas ruas", disse.

Boulos ainda comentou sobre o cenário de descontrole da pandemia. "Não só a propagação do vírus, o cenário descontrolado da pandemia pelo desgoverno do Bolsonaro, o genocídio praticado pelo Bolsonaro, mas também a pandemia de fome. Cada lugar que você anda em qualquer cidade brasileira você para em um semáforo vai vir alguém com um papelão pedindo comida e implorando por ajuda.

Essa é a situação do Brasil", criticou.

Bolsonaro e PSDB

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem sido alvo de inúmeros pedidos de impeachment, grande parte acusando o presidente de crimes e omissões no combate à pandemia. Em virtude disso, Boulos acredita que Bolsonaro possa ser afastado do cargo antes do processo eleitoral do ano que vem.

"Eu inclusive acho que nós temos o desafio e a possibilidade de acabar com esse pesadelo antes de 2022. Eu acredito na possibilidade do impeachment do Bolsonaro. Agora, com a CPI da Pandemia eu acho que se cria um cálculo político pra isso", destacou.

Boulos ainda comentou sobre a função de blocos partidários que servem de base para o governo.

"O próprio centrão vendo o desgaste do Bolsonaro, que o centrão que sustenta, hoje, o Bolsonaro no parlamento, sobretudo na Câmara. Mas, vendo o desgaste do Bolsonaro, o centrão também não sei se vai ver o barco afundando e afundar junto, talvez também até por pragmatismo eleitoral, nos seus estados, nas suas bases o ano que vem, que essa turma [do centrão] precisa se eleger ou tentar se reeleger, talvez não vá com o desgoverno [de Bolsonaro] até as últimas consequências. Eu acho que o foco da esquerda nesse momento, da oposição, não deve ser ainda 2022, deve ser a tentativa de fortalecer a luta pelo impeachment de Bolsonaro", analisou.

O nome forte do PSOL defende a união das forças de esquerda na eleição de 2022, tanto na eleição para presidente quanto em São Paulo para derrotar o PSDB.

"Eu defendo a unidade do campo progressista em nível nacional, tenho me colocado assim há bastante tempo, acho que nós temos que reforçar os tambores para derrotar o Bolsonaro. E acho que é possível construir uma unidade também aqui em São Paulo, em nível estadual, para acabar com o Tucanistão. Essa capitania hereditária de 30 anos do PSDB aqui no estado", completou.

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