Deltan Dallagnol é um jurista que ficou bastante conhecido pela sua atuação na Operação Lava-Jato. Ele integrava e coordenava ações da operação que investigava casos de corrupção ocorridos na Petrobras e outras estatais.

O ex-procurador da República anunciou que vai entrar para a política e se filiou ao Podemos-PR. Ele é pré-candidato a deputado federal.

Nesta quinta-feira (30), Dallagnol foi entrevistado no programa Pânico da emissora de rádio paulista Jovem Pan.

Lava-Jato

Prisões e delações eram corriqueiras durante a operação Lava-Jato. Contudo, algumas acabaram contestadas.

Maior exemplo, é a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O jurista se defende e afirma que a operação, num todo, foi feita dentro da lei.

"A verdade é simples. É só você olhar que foram devolvidos para os cofres públicos R$ 15 bilhões. É um caso de excesso de provas de corrupção. Dinheiro não cresce em árvore. Esses 15 bilhões devolvidos por quem confessou a corrupção e praticou corrupção, é algo que não se inventa. As provas são claras. Basta olhar os processos, as condenações. As evidência, as delações, as confissões, o dinheiro devolvido. As condenações confirmadas em quatro instâncias. Centenas de habeas corpus julgados improcedentes por existir fartas provas e fatos", argumentou.

Apoio da maioria dos brasileiros

Para Dallagnol, a Lava-jato sempre contou com a simpatia de grande parte da população.

"O Brasil sendo saqueado há décadas, e tudo isso sendo revelado, trazido à tona. Porque a sociedade apoiou e seguiu apoiando essa causa. E no final da Lava-Jato, a gente ainda tinha uma unanimidade muito rara no Brasil, 80% da população ainda queria a continuidade da Lava-Jato e ainda se manifestava favoravelmente ao combate à corrupção.

E é um percentual que ainda existe agora, ano passado, e ano retrasado, nas pesquisas recentes. Então, existe uma indignação, uma vontade de mudar", disse.

Ainda segundo o jurista, algumas condenações foram revertidas indevidamente.

"Agora, existe uma reação do sistema corrupto. Uma reação do sistema corrupto que é feito basicamente de narrativas. Essas pessoas: "Ah fomos perseguidos!". Foram perseguidos nada! Olhem os fatos, as provas. A lei sendo aplicada", reclamou.