O filho “01” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), revelou em seu em depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), como conheceu Adriano da Nóbrega, o ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais). As informações são do jornal Extra.

Flávio nunca havia revelado ao público como conheceu o ex-policial e miliciano que morreu na Bahia. Adriano estava escondido, ele morreu após uma troca de tiros com a Polícia Militar daquele estado. O filho do presidente da República relatou que o miliciano morto foi seu instrutor de tiro e que Fabrício Queiroz, amigo de longa data de Jair Bolsonaro e ex-assessor de Flávio foi quem apresentou Flávio a Adriano.

O senador foi ouvido no dia 7 de julho pelo Ministério Público no inquérito que investiga um esquema ilegal em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) na época em que era deputado estadual. Danielle Mendonça e Raimunda Vera Magalhães, respectivamente, ex-esposa e mãe de Adriano da Nóbrega, foram empregadas pelo então deputado Flávio Bolsonaro, e existem suspeitas de que elas eram funcionárias fantasmas.

Ao MP, Flávio disse que conheceu Adriano no Bope quando ele lhe dava instrução de tiro, e foi Fabrício Queiroz quem os apresentou. O ex-assessor de Flávio serviu com Adriano em um batalhão, que Flávio Bolsonaro não soube dizer qual. Flávio disse ainda que sempre foi um parlamentar que gosta de conhecer os policiais que participam dos combates na rua, do trabalho mais arriscado.

Fabrício Queiroz e Adriano da Nóbrega se conheceram na época em que os dois trabalhavam no 18º Batalhão da Polícia Militar (Jacarepaguá). Ambos estavam envolvidos na morte de um estudante na Cidade de Deus. O fato ocorreu em uma operação policial no ano de 2003, porém eles nunca foram presos por essa morte.

O MP pediu que o inquérito fosse retomado alegando falhas na investigação.

Moção de louvor

Adriano, além de outros sete policiais, foram homenageados por Flávio na Alerj em novembro de 2003. Poucos dias depois, o grupo foi preso em flagrante pelo assassinato de Leandro dos Santos Silva, um guardador de carros.

Os policiais estavam respondendo a um processo criminal por homicídio, tortura e extorsão. Na época, o filho mais velho do presidente da República visitou os policiais na prisão.

Escritório do Crime

Adriano foi expulso da PM em 2014, por ter se envolvido com a contravenção, ele uniu-se a dois outros ex-policiais e juntos formaram o Escritório do Crime, um tipo de associação de matadores. Flávio Bolsonaro argumentou que frequentou o Batalhão Especial Prisional (BEP), onde estavam presos os policiais, para prestar um apoio emocional e jurídico, foi nesta situação que Flávio conheceu a ex-esposa e a mãe do miliciano morto.

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