Jornalismo comunitário em pauta. O Governo acena para um plano "ousado" de aceleração dos pedidos de outorga de concessões a rádios comunitárias no Brasil. O anúncio foi feito pelo secretário de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Emiliano José, durante o 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC), em Belo Horizonte.

Enquanto as discussões prosseguem, a ONG suíça Jequitibá promove cursos de sensibilização em Jornalismo para gestores dessas emissoras.

A organização já apoiou a criação e a manutenção de 105 emissoras, de norte a sul do País, desde 2008.

Criada pelo jornalista suíço Jean-Jacques Fontaine, a ONG Jequitibá quer compartilhar o conhecimento da técnica jornalística com operadores de rádios comunitárias. Em abril, o curso de cinco dias foi ministrado para representantes das rádios Bicuda FM, Se Liga Salgueiro e Radioweb Cidade de Deus.

O evento contou com o apoio do Instituto Pereira Passos, através do programa Rio+Social.

Para Jean, as emissoras comunitárias despertam a cidadania: "Montei a ONG com um colega da TV Suíça a partir da metodologia de formação que temos na TV suíça e que foi adaptada por meu colega na África e por mim, aqui. A ideia é dar o mínimo de conhecimento jornalístico para profissionais das rádios comunitárias", afirma.

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Até 2011, a Jequitibá contou com a parceria da Unesco. Ao todo, 340 pessoas de 150 rádios do Brasil inteiro assistiram aulas de conhecimento básico de jornalismo.

Resultados

Ensinar moradores de comunidades ou mesmo indígenas a manterem programas radiofônicos e jornalísticos é um desafio para Jean-Jacques: "Em geral, pode se dizer que as pessoas chegam com muita vontade de trabalhar para a comunidade e aprender a fazer rádio, usando-a como ferramenta.

Mas a maioria não tem experiência. Tentamos ensinar o máximo possível de conhecimento básico de jornalismo. Não se faz jornalistas de uma hora para outra, mas passamos o conhecimento básico", explica.

Jean-Jacques Fontaine foi correspondente no Brasil para a TV estatal suíça, nos anos 1980. Aposentou-se em 2007. Em quase sete anos de trabalho à frente da ONG, ele revela um misto de satisfação e ao mesmo tempo de decepção com os resultados do trabalho: "Eu fico muito feliz em ver a motivação das pessoas e a vontade grande.

Ao mesmo tempo, confesso que a questão da continuidade é ruim. As pessoas se desanimam muito rapidamente ou passam para outras atividades. Tenho uma certa frustração sobre isso", desabafa.

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