Chegou ao catálogo da Netflix nesta última sexta-feira (7) a produção espanhola "Elisa y Marcela". O filme dirigido por Isabel Coixet é baseado em eventos reais e conta a história ocorrida em 1910 do primeiro casamento homossexual ocorrida na Europa.

A trama

Elisa Sánchez Loriga (Natalia Molina) e Marcela Gracia Ibeas (Greta Fernández), são duas adolescentes que se conhecem na escola e logo se apaixonam uma pela outra.

Inicialmente as duas jovens não conseguem ficar juntas, pois os pais de Marcela a retiram da escola e a mandam para outro estabelecimento de ensino distante do pequeno vilarejo onde vivem na Espanha.

Nem a distância e nem o tempo foram capazes de diminuir o amor entre as duas. No período em que ficaram distantes, elas continuaram a se comunicar por meio de cartas apaixonadas.

Após três anos de ausência, Marcela retorna para o vilarejo e reencontra Elisa.

As duas agora já formadas e trabalhando como professoras, conseguem viver um romance.

Mas logo os moradores da comunidade começam a desconfiar das duas, o que causa vários problemas para Elisa e Marcela.

Depois de ter sido agredida pelos moradores, Elisa assume a identidade de seu primo falecido, Mario, para poder se casar com Marcela. Vestida de homem, ela consegue enganar o padre e casa-se com Marcela.

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A fraude cometida por elas logo é descoberta e as duas sofrem graves consequências, a decisão dessas mulheres em enfrentar a sociedade da época, que via o homossexualismo como crime (fato que ocorre até hoje em muitos lugares do mundo), marcou as vidas dessas duas mulheres com várias tragédias e escolhas difíceis.

"Elisa y Marcela" talvez tenha como ponto negativo não ter dado maior profundidade às duas protagonistas.

No início do longa é mostrado o núcleo familiar de Marcela, composto de pai e mãe, em que é visto um homem opressor, que trata assim tanto a esposa, como também a filha.

Marcela fala sobre um fato estranho ocorrido em sua infância que envolve seus pais, porém, este arco dramático não é explorado.

Em relação ao passado de Elisa, quase nada é revelado.

Por outro lado, o filme acerta ao mostrar uma sociedade preconceituosa e intolerante.

O filme parece fazer um paralelo com os dias atuais, passados mais de cem anos, ainda há muito a ser feito em relação à aceitação do homossexualismo.

Ao que parece, a produção está mais interessada em mostrar a história das duas protagonistas juntas do que traçar um perfil mais abrangente de cada uma das protagonistas.

A diretora e roteirista Isabel Coixet conheceu a história de Elisa e Marcela em uma viagem e decidiu contá-la no Cinema.

A cineasta classificou como um ato heroico a luta destas mulheres.

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