Chegou à Netflix, na sexta-feira (10), a segunda temporada de "Titans". A série é produzida pelo serviço de streaming DC Universe, que não está disponível no Brasil, então a produção é disponibilizada no país pela Netflix. A DC já confirmou que uma terceira temporada está a caminho. Apesar de já renovada, o serviço de streaming ainda não comprou os direitos de exibição da terceira parte da saga.

Segunda temporada

A primeira leva de episódios terminou com todo o caos causado por Trigon, o ser de outra dimensão que é pai de Ravena (Teagan Croft), em que o grupo de super-heróis foi subjugado pelo vilão.

Então, o primeiro episódio é focado na resolução deste problema. Gar/Mutano salva o dia quando consegue libertar Ravena do controle de Trigon, então esta derrota o poderoso ser em um duelo final nada empolgante.

O primeiro episódio da segunda temporada de "Titans" é um cartão de visitas do que o público pode esperar no segundo volume da saga do grupo de heróis da DC Comics, ou seja, quase nada de novo é acrescentado à trama em termos de estilo, roteiro e estrutura narrativa.

A começar pelo vilão feito em CGI, a série parece não ter vergonha em mostrar um personagem feito em computação gráfica que não passa a mínima sensação de realidade.

Isto irá acontecer repetidas vezes ao longo da temporada com a aparição do tigre verde, o animal em que o personagem Mutano mais se transforma, e também nas vezes em que o Supercão Krypto aparece no formato digital.

Depois de encerrado o arco do vilão apresentado na primeira temporada, o primeiro episódio ainda aproveitou para inserir novos personagens à trama e novos dramas. É apresentado um pouco do universo do personagem Exterminador/Slade Wilson (Esai Morales), o personagem é o principal vilão da atual temporada.

Depois é mostrado Dick Grayson pedindo conselhos ao seu mentor Bruce Wayne (Iain Glen) e logo após, o primeiro Robin leva Mutano, Ravena e Jason Todd/Robin (Curran Walters) para a Torre Titã em San Francisco.

Outros titãs

Ao contrário do que foi visto na temporada anterior em que as ações estiveram centradas no quarteto formado por Dick Grayson/Robin, Kory Anders/Estelar (Anna Diop), Gar/Mutano e Rachel/Ravena.

Os titãs veteranos que não ganharam muito destaque anteriormente: Donna Troy/Moça-Maravilha (Conor Leslie), Hank Hall/Columba (Alan Ritchson), Dawl/Rapina (Minka Kelly) e Garth/Aqualad (Drew Van Acker), marcaram presença bem mais marcante nesta segunda temporada. Ainda ganharam destaque na atual leva de episódios os filhos do Exterminador: Jericó (Chella Man) e Rose Wilson/Devastadora (Chelsea Zhang).

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Superboy

Conner/Superboy (Joshua Orpin), o clone criado a partir dos DNA de Lex Luthor e Clark Kent, talvez seja o personagem mais empolgante a aparecer nesta segunda temporada, sem esquecer é claro o Supercão –menos quando ele aparece em CGI.

Produção +18

As sequências de lutas em "Titans" são extremamente violentas, embora apareçam bem menos que na primeira temporada, e são raras as cenas de relações sexuais, e não há nada de explícito quando elas acontecem, então talvez fique a dúvida em alguns espectadores, porque a série tem classificação etária para maiores de 18 anos.

"Titans" peca por incluir várias subtramas à trama principal e a exceção da origem do Superboy, nenhuma delas funciona, se na primeira temporada não funcionou todo o drama envolvendo Dick Grayson, aqui temos uma nova jornada do herói que não convence em momento algum, deixando somente para o último episódio o que muitos já queriam ter visto desde a primeira temporada, Dick Grayson usando o uniforme do super-herói Asa Noturna.

Se a intenção dos realizadores era fazer uma produção com dramas adultos e que levassem à algum tipo de reflexão, ficou claro que incluir histórias dramáticas e até mesmo a perda de uma personagem importante para a trama não funcionou para que "Titans" fosse levada a sério.

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