As mulheres obtiveram aparentemente uma vitória com a criação da lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006. O esperado era que a lei intimidasse os “supostos agressores”, mas infelizmente a violência continua mesmo assim. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, 92 mil mulheres foram assassinadas nos últimos 30 anos. Não é motivo de orgulho para nós, brasileiros, ocuparmos o 7.º lugar no ranking mundial de violência contra mulheres. Ocorre que na maioria dos casos, a vítima se cala, e não denuncia o agressor por medo do retorno, muitas vezes vindo através de ameaças, inclusive de promessas de morte.

Assim vai se formando um círculo vicioso, que na maioria das vezes termina em homicídio.

A violência disfarçada em vários tipos

O conceito sobre violência diz que é a ação ou efeito de empregar força física, ou intimidação moral. Muitas mulheres desconhecem outros tipos de agressões, apenas são submetidas, por isso nem procuram os seus direitos de defesa. É muito importante se informar, para poder tomar as providências adequadas em cada situação. O telefone para denúncias anônimas em defesa da Mulher é o 180.

Violência física

Este é um tipo bem comum e fácil de identificar, pois geralmente deixam marcas, como hematomas, cortes, queimaduras e outros tipos de lesões. Um quadro que muitas vezes é causado por efeito de alcoolismo ou drogas, tendo um desfecho trágico, como um assassinato.

Violência Psicológica

Vem em formato de humilhação, ameaças e causam traumas terríveis, mudando completamente o comportamento de quem sofre, por atingir a autoestima. Faz com que a mulher, na maioria das vezes, repita automaticamente este comportamento, com as pessoas que convive.

Violência Obstétrica

Esta a maioria desconhece, mas este tipo se define, quando há decisões que deveriam ser tomadas pela mulher, e outra pessoa toma esta atitude por ela, sem o seu consentimento, em relação a alguma intervenção médica.

Também pode envolver maus tratos médicos, ocorridos no momento da gestação, parto ou pós-parto.

Violência Sexual

Neste caso, pode abranger violência física ou psicológica, no qual o agressor submete a vítima para obter prazer próprio. Nisto inclui tudo o que for feito contra a vontade da mulher. Nisto incluímos também o assédio sexual, que pode ser um comentário, contato ou interação de natureza sexual indesejado.

Violência no Trabalho

Muito comum, principalmente contra mulheres, podendo ser através de assédio, discriminação, licitação e humilhação. Muitas vezes, a mulher acaba se calando, por medo de perder o emprego, ou até mesmo sofrer outras retaliações, deixando até de trabalhar na sua área de formação.

Violência Simbólica

A mais sutil e despercebida de todas. O conceito dela foi definido pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu, que definiu este tipo de violência, cometida com a “cumplicidade” de quem sofre, e de quem a pratica, sem que ambos percebam ou tenham consciência do que estão exercendo. Um grande exemplo, são letras de músicas que desvalorizam a mulher.

A informação é uma ferramenta muito poderosa, na questão da defesa dos direitos.

Uma mulher consciente, de tudo o que possa violar sua integridade moral e física, vai saber agir da forma mais correta em favor de si mesma.

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