O Carnaval é uma festa que reúne milhares de pessoas de várias partes do mundo. Estar no meio desta multidão requer certos cuidados com a saúde. Para quem gosta de festejar é necessário ter o bom senso de se divertir com responsabilidade. Em meio a tanta euforia, muitas pessoas se descuidam e acabam sendo vítimas de doenças que se contraem facilmente nestes ambientes com aglomeração de pessoas. Doenças como gripes, viroses, conjuntivite, gastroenterite, hepatite A e B, sem contar as temíveis doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Mas, há uma específica que tem acontecido com bastante frequência devido à falta de cuidados ao praticar algo bem comum: beijar na boca.

O que é a mononucleose?

Conhecida popularmente como “a doença do beijo”, a mononucleose é uma infecção causada pelo vírus Epstein-Barr, da família da Herpes. Seu contágio se dá através da troca de salivas, o que justifica o apelido que ganhou. Mas, além do beijo, pode ser transmitida através de tosse, espirro e contato com objetos, como copos e talheres. Se manifesta com mais facilidade entre jovens de 15 a 25 anos.

Deixando bem claro que o cuidado vale para todas as idades. Ela é uma doença que não exibe sintomas, e pode ser confundida com as doenças de inverno.

Diferente da Herpes bucal que se manifesta através de ferimentos externos. Até hoje não existe vacina preventiva contra a mononucleose. Para se ter o diagnóstico correto é necessário fazer um exame de sangue chamado monoteste. Nesse hemograma é detectado se houve aumento do número de leocócitos, pois é este dado que confirma a presença do vírus.

Os sintomas podem se manifestar com garganta inflamada, náuseas, febre alta, fadiga, inchaço no pescoço e nas axilas, dores de cabeça, dores musculares, e em casos mais graves, pode haver aumento do fígado e do baço. Como a mononucleose é uma infecção bucal, a prevenção mais indicada é visitar regularmente o dentista. Importante também manter alguns hábitos de higiene periodicamente, como escovação dental, uso de fio dental e enxaguante bucal para matar os germes e bactérias.

O tratamento da doença

Segundo o médico Drauzio Varella, em entrevista ao site da UOL, assim como os sintomas, o tratamento é bem semelhante ao da gripe. Alguns casos se resolvem espontaneamente entre 2 ou 4 semanas. Não há remédio específico para combater o vírus. Portanto, são usados analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios e o repouso é fundamental. Em casos mais graves, não se deve fazer exercícios e evitar o contato físico. É preciso manter esses cuidados, até que o tamanho do baço e do fígado voltem ao normal. Apesar de simples, o tratamento deve ser indicado sempre por um médico, e não fazer uso de automedicações.

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