Todo tipo de Relacionamento envolve uma ligação afetiva, profissional ou de amizade. Geralmente une pessoas com os mesmos objetivos e interesses. O ideal é que haja reciprocidade, mas nem sempre acontece assim. Os sentimentos como, amor, confiança, empatia, respeito têm que pesar igualmente, nos “dois lados da balança”. Quando isso não ocorre, e dá lugar a um controle excessivo sobre o outro, e também uma dependência emocional, é o momento em que se vive um relacionamento abusivo. Ele ocorre sutilmente, não manifesta os sintomas de uma hora para outra. Muitas vezes, a pessoa dominada pelo outro, não percebe e acaba se acostumando com a situação.

Por esta razão, é importante ficar atento se há algum comportamento estranho por parte da outra pessoa. Observar também a si próprio, para saber se a relação está realmente saudável.

Sinais de comportamentos abusivos

Monitoramento: Se não há confiança, a relação já está doente. O comportamento de monitorar a outra pessoa, demonstra insegurança e inferioridade. Pode ser feito de várias formas como, vigiando se está online no whatsapp, checando comentários em redes sociais, pedindo pessoas para vigiar, pegar o celular escondido, ligações várias vezes no dia, por motivos banais, e outras que vão de acordo com a criatividade. Segundo a psicologia, o ciúme excessivo é sinal de desequilíbrio emocional.

Críticas: Tentar diminuir o outro através de críticas, pode ser feito de forma pública, para causar constrangimento, ou até mesmo fazer questão de resolver assuntos particulares na frente de terceiros propositalmente. Há casos também em que se diminui o outro em particular, mas com a intenção de afetar a autoestima.

O objetivo é fazer com que a pessoa diminuída, se sinta totalmente dependente emocionalmente, e que se não fosse pelo outro, ela não seria nada.

Mudar a essência: A identidade é algo fundamental que precisa ser preservado. A partir do momento que a pessoa tenta mudar o outro, seja no que for (roupas, gosto musical, lugares frequentados), não dará certo, pelo simples fato de que ninguém muda ninguém.

Através de imposição é considerado abuso. Privar alguém de ter amizades por egoísmo e ciúmes é abusivo também.

Egocentrismo: Tudo gira em torno apenas da própria pessoa. Ela não sabe ouvir, não tem empatia, e quando se manifesta é a favor de si próprio. Dificilmente valoriza as atitudes do outro, é excelente para cobrar, mas é péssima em se doar ou colaborar.

Chantagens emocionais: Quando a relação vai mal, simplesmente coloca a culpa toda na outra pessoa. Se está infeliz, consequentemente o outro também tem que estar. Pode usar da falta de relações íntimas, para punir ou obter o que quer. A chantagem emocional, vai se tornando cada vez mais criativa, manipulando covardemente o dominado.

Como lidar com o abuso emocional

Ao contrário do que muitos pensam, relacionamentos abusivos, que também são conhecidos como “relações tóxicas”, podem ocorrer entre pais e filhos, amigos, entre chefe e empregado ou qualquer tipo de vínculo, onde se tem o dominador e o dominado. Mas independente de qual seja o grau da relação, sempre haverá formas de se prevenir ou se defender desses abusos emocionais.

A primeira coisa a fazer é detectar se há esses tipos de problemas na relação, pois é algo recorrente e crescente. Ter plena consciência dos direitos que o ser humano tem, de ser bem tratado. Não tentar mudar o outro em suas atitudes, e sim analisar se compensa se relacionar com alguém desequilibrado.

Procurar ajuda de parentes ou em certos casos, até de profissionais, como um terapeuta. Cuidar da autoestima e saber que nenhum ser humano tem que ser emocionalmente dependente de outro. Cada indivíduo tem seu valor único e merece ser respeitado. Este respeito e valorização tem que começar da própria pessoa por ela mesma, pois essas são as melhores defesas contra qualquer tipo de abuso.

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