Nesta segunda-feira (3), o quinto suspeito na morte da família carbonizada no ABC foi detido e em depoimento confessou a participação no crime junto com a filha do casal, Ana Flávia e Carina Ramos. O suspeito é primo de Carina Ramos, a namorada de Ana Flávia, com quem, segundo confissão de Juliano de Oliveira Ramos Júnior, organizou o crime no dia 25 de janeiro.

O G1 teve acesso ao depoimento de Juliano, no qual ele descreve o que seria o real motivo do grupo. Segundo o suspeito, a intenção era roubar da residência da família de Ana Flávia uma quantia de R$ 85 mil. Contudo, o dinheiro não foi encontrado e os planos mudaram, de modo que o casal de namoradas decidiu torturar e executar o pai de Ana Flávia, Romuyuki Gonçalves, a mãe, Flaviana, e o irmão, Juan Victor.

O crime aconteceu no dia 27 de janeiro, na cidade de São Bernardo do Campo, na residência da família, onde os integrantes torturaram, mataram e colocaram o corpo no porta malas do Jeep Compass, que foi levado até a Estrada do Montanhão e incendiado, deixando assim os corpos carbonizados.

No total já são 5 detidos por suspeita de participar do crime e 1 pessoa está sendo procurada. Dentre elas está Juliano Ramos, que teve a prisão temporária decretada por 30 dias na cadeia de presos provisórios de São Caetano do Sul. Guilherme Ramos e Michael Santos também estão presos. Já Ana Flávia e Carina estão presas desde o dia 29 de janeiro, no 7º Distrito Policial (DP) de São Bernardo.

As imagens dos outros três detidos não foram divulgadas, até o presente momento apenas há as fotos do casal de namoradas que segundo a defesa das mulheres informou que suas clientes alegam inocência e negam piamente o crime.

Uma sexta pessoa suspeita

A investigação está procurando o sexto participante no crime que segundo Juliano foi o que deu carona para eles logo após ter queimado na região do ABC Paulista. Em depoimento na última sexta-feira (31), Carina Ramos disse que o primo a procurou pedindo informação sobre a situação financeira da família de Ana Flávia, sua namorada.

No depoimento, Carina disse que percebeu a intenção do primo, mas ressaltou que não fez parte do planejamento ou das ações que levaram a morte da família. Porém, Juliano afirmou que Carina se encontrava na casa da família no momento da abordagem. O suspeito disse que pai e filho foram amarrados e levados para o andar de cima da casa, onde foram colocados em quartos separados e torturados para que fosse revelada a senha de acesso ao cofre.

Porém, ao abrirem o cofre, não encontraram nada de valor.

A decisão de matar a família

O casal de namoradas diante a situação decidiram então executar pai e filho. De acordo com Juliano Ramos, Ana Flávia teve como motivação a herança e um suposto seguro de vida dos pais e do irmão.

Pai e filho foram mortos asfixiados em sacos plásticos e a mãe Flaviana ficou vedada e foi colocada no banco de trás do carro, sua morte aconteceu na estrada onde o carro foi encontrado carbonizado. Segundo o suspeito sua prima Carina Ramos foi a pessoa que tirou a vida da mãe de sua namorada.

Em seguida, um sexto homem chegou ao local para dar carona ao grupo de criminosos. Até o momento o que se sabe é que todos os envolvidos são amigos ou tinha algum tipo de ligação com Carina.

A Polícia está esperando a finalização do inquérito para indiciar as duas criminalmente pelos assassinatos.

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