Talvez não haja outro momento na história moderna brasileira em que tantas incertezas rondaram a economia. Com grande parte da cadeia produtiva paralisada por causa do coronavírus, muitos se questionam como podemos passar por essa crise sem, em seguida, entrar em outra. Esta é provavelmente a pergunta mais realizada pelo empresário e pelo investidor brasileiro, quais serão os impactos do coronavírus. A expectativa de crescimento do PIB desse ano, segundo dados IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) antes do início da crise girava em torno de 1 a 1,5%. Tomando como base essa expectativa de crescimento, diante dessa crise é quase impensável que o país termine o ano de forma positiva, logo, de antemão, nas expectativas mais otimistas e num cenário em que essa pandemia seja logo controlada, podemos esperar não haver retração no PIB.

O que fazer nesse momento?

A crise coronavírus afetou de forma diferente os diferentes seguimentos produtivos. Por conseguinte, tentar dar uma resposta que se encaixe em todos os setores é quase impossível, a menos que esta não passe de uma fantasia. No entanto, como supracitado, cada setor teve impactos diferentes com o coronavírus, em especial o comércio de varejo e o setor de determinados serviços. Para ambos, a resposta é previsível e talvez genérica, mas em muitos momentos o simples é o eficaz, ou seja, uma sugestão é investir em marketing, principalmente voltado ao e-commerce. Claro que tudo isso depende das proporções da medidas impostas pelo governo local para combater o coronavíus, no caso de medidas severas, se caso o indivíduo for MEI ou um pequeno empreendedor, dependendo das possibilidades, buscar mudar de área de atuação, para áreas essenciais, pode ser uma saída para a sobrevivência do negócio.

Coronavírus, em que o investidor precisa está atento?

Quando a crise do coronavírus explodiu na China, o aumento do dólar foi quase imediato. Isso ocorreu, principalmente, pela insegurança do mercado diante das incertezas que se apresentavam naquele momento, e em um momento de incertezas, buscar o ponto mais seguro é necessário, ou seja, o dólar.

Porém, conforme a crise toma proporções maiores, ela chega nos EUA, em um momento em que a China se recupera de forma magistral, por conseguinte, a China pode ser o próximo porto seguro para muitos. Poderíamos ter toda a confiança de que os EUA iriam enfrentar essa pandemia seguindo o exemplo chinês, entretanto, a Europa dá um exemplo de como não enfrentar o coronavírus, o que causa uma incerteza maior ainda sobre como os EUA irão passar por essa tempestade.

Como consequência, iniciamos um movimento, ainda tímido, de desvalorização do dólar e de empresas que dependem do mercado norte-americano e estão na linha de frente do tipo de produto atingido pela crise.

Traços de esperança para o Brasil?

O Brasil no último ano conseguiu a aprovação da reforma previdenciária, sendo este um dos pontos mais cruciais na solvência fiscal do país. Além da reforma previdenciária, a reforma administrativa também é um dos pontos que esteve constantemente em discussão, e promete mais uma economia significativa nos gastos públicos. E é justamente por causa dessas medidas de contensão, que no momento atual de crise o país possui alguma gordura para queimar e apoiar os pequenos e médios empresários, sem que isso signifique quebrar.

Claro, sabemos das dificuldades de liderança do presidente, que constantemente gera polêmicas evitáveis com suas declarações, mas, sua equipe econômica parece ser bem concisa e ter um nível de instrução muito alto. Não é o melhor dos cenários, o ideal é que nada disso existisse em nossa realidade, todavia, infelizmente precisamos pensar no copo como meio cheio, ou seja: olhe pelo bom, nesse momento poderíamos ainda estar com um déficit fiscal crescendo sem freios.

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