O Brasil vive uma crise na saúde pública em decorrência do avanço do novo coronavírus nos estados brasileiros. Em meio a isso, o país lança estratégias para conter o avanço das infecções e, com isso, tentar controlar essa pandemia que já assola o mundo inteiro.

No entanto, os número de infecções no Brasil já passam dos 11 mil, o que faz com que o país necessite comprar equipamentos de proteção para aqueles que estão na linha de frente combatendo o vírus. E não só isso, mas também há a necessidade de comprar respiradores para suprir a necessidade dos casos mais graves que deverão surgir futuramente, afim de evitar o colapso do sistema de saúde brasileiro.

Ações que comprometeram as relações Brasil-China

As relações comerciais entre Brasil e China sempre foram benéficas para o Brasil. Os chineses são um dos principais consumidores da soja brasileira, gerando um superávit considerável na economia brasileira. No entanto, em meio aos desgastes decorrentes do novo coronavírus, essas relações podem estar comprometidas.

Após Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmar que a China é a principal responsável pela pandemia e comparar com o acidente nuclear de Chernobyl, as relações entre os dois países começaram a ficar complicadas.

Após as ofensas, o embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, exigiu um pedido de desculpas de Eduardo Bolsonaro ao povo chinês, onde repudiou a fala do deputado.

Para o embaixador, Eduardo Bolsonaro teria contraído um "vírus mental" ao retornar dos Estados Unidos e que estaria contaminando mais gente com ele.

Se após isso as relações entre Brasil e China já não estivessem desgastadas, se complicaram ainda mais após uma postagem do ministro da Educação, Abraham Weintraub, ironizando a China em relação ao novo coronavírus.

O ministro publicou uma charge da "Turma da Mônica" no Twitter onde disfere vários insultos ao povo chinês, afirmando que a China sairá a maior beneficiada da crise após a pandemia. Apesar de ter apagado a postagem, são vários os print que circulam pela internet.

Após apagar a publicação, Weintraub afirmou que foi uma "brincadeirinha leve em cima de uma indignação", disse ele ao apresentador Datena.

No entanto, a resposta da embaixada chinesa veio rápida também. Em nota em sua página oficial do Twitter, a embaixada chinesa manifestou "forte indignação e repúdio" ao post do ministro Weintraub, classificando os insultos como "racistas".

Bolsonaristas fazem campanha por bloqueio a China

Se por um lado as coisas já não andam muito bem entre o Governo brasileiro e o chinês, por outro ainda parece que pode piorar.

Nessa manhã de segunda-feira (06), os apoiadores do governo levantaram uma campanha contra a China, onde exigiam o bloqueio comercial aos produtos chineses. A #BloqueioComercialaChinaJa foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter, gerando indignação e apoio entre os internautas.

Apesar da maioria dos internautas estar criticando a campanha, muitos apoiadores do governo afirmam que o Brasil deve cortar relações comerciais com a China imediatamente, cuja a justificativa é que as relações entre os dois países não é benéfica para o Brasil. No entanto, a China é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil e, em meio a essa crises provocada pela pandemia, é o Brasil quem precisa mais do China do que o contrário.

Apesar disso, alguns internautas ainda defendem o bloqueio.

Por outro lado, outros internautas entraram na campanha com intuito de criticá-la, relembrando a importância da China para a economia brasileira.

China comprará soja dos EUA por 'segurança'

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o governo chinês ampliará as compras de sojas norte-americanas e, consequentemente, reduzirá as compras de soja brasileira como uma medida de "segurança", pois como noticiado pela mídia chinesa, o Brasil corre risco de enfrentar três epidemias simultâneas (coronavírus, dengue e gripe).

Ainda de acordo com o jornalista Nelson de Sá, da Folha, isso é uma medida visando garantir "segurança e suprimento alimentar".

Isso poderá gerar complicação para o governo de Bolsonaro, que teve grande apoio dos ruralistas durante sua eleição. Com a redução das importações chinesas, com certeza haverá cobrança por parte do setor rural.

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