Na última sexta-feira (29), a Amazon Prime Video estreou sua produção original “A Vastidão da Noite” (The vast of night). O longa-metragem de 1h30 é a estreia de Andrew Patterson como diretor. A produção é protagonizado por Sierra McCormick e Jake Horowitz, e é centrada na maior parte do tempo nos dois atores. O roteiro é de James Montague e Craig W. Sanger.

A trama

Everett (Jake Horowitz) é um radialista e uma espécie de celebridade na pequena cidade de Cayuga, no Novo México (EUA). Faye (Sierra McCormick) é uma adolescente de 16 anos, pupila do radialista, e trabalha na central telefônica de Cayuga.

Numa noite em que quase a totalidade da população da cidade está no ginásio da escola, assistindo a uma partida de basquete, ela recebe uma estranha interferência na linha telefônica e pede ajuda a Jake para saber do que se trata aquele estranho ruído. A partir de então os dois começam a investigar estranhos acontecimentos que levam à suspeita da existência de vida extraterrestre.

Influências

O filme deixa claro desde o início de onde vieram suas influências. Boa parte do público irá lembrar de produções como “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1978), de Steven Spielberg, sem falar que, logo na abertura, há uma citação à “The Twilight Zone" que se repete ao longo do filme. Também pode se ver pitadas de “Stranger Things” e “Super 8”.

Dever de Casa

O cineasta Andrew Patterson tinha tudo para fazer uma estreia relevante em longas-metragens, mas o diretor peca pelos exageros mostrados nas boas ideias que teve para a condução da trama. A seu favor, o diretor tinha uma premissa que, mesmo não sendo das mais originais, não deixa de cativar a atenção do público.

Aliado a isto, Patterson também tinha a seu favor uma trama ambientada na década de 1950.

Patterson, nos minutos iniciais, faz uso de planos-sequência para apresentar o personagem Everett e mostrar como ele é influente na pequena cidade. Ao fazer isso, são mostrados personagens que dão informações ao espectador que parecem que serão relevantes na construção do personagem, mas depois se vê que são irrelevantes para a trama.

É neste momento que o caminho do radialista se cruza com o da adolescente Faye, aspirante a radialista que pede conselhos ao amigo. O espectador então acompanha uma longa sequência em que os dois saem entrevistando vários moradores da cidade e conversam longamente sobre assuntos variados e confusos.

A verborragia destes diálogos entre os protagonistas lembra um pouco o que é visto geralmente nos filmes de Quentin Tarantino, mas sem a mesma genialidade. Depois de cansar o público com a verborrágica sequência, as coisas parecem que irão melhorar quando Faye fica sozinha na central telefônica e ouve a estranha transmissão.

Neste momento há potencial para que a trama aposte em um ambiente mais claustrofóbico que poderia causar expectativa no público, mais com o que é sugerido do que com o que é efetivamente mostrado.

E mais uma vez, perde-se a oportunidade de tornar a trama mais atraente.

Outros personagens irão se juntar ao casal de protagonistas para tentar desvendar o mistério na pequena cidade, mas com um roteiro fraco. A entrada destes personagens só faz com que a trama fique ainda mais sem sentido, e chega a um final que não diz o que afinal de contas a história queria mostrar.

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