Na sexta-feira (31) chegou ao fim a espera dos fãs da série “The Umbrella Academy”. A Netflix estreou a segunda temporada da produção baseada nas HQs criadas por Gerard Way e Gabriel Bá. Assim como aconteceu na primeira temporada, a segunda leva de episódios também tem dez capítulos.

A primeira leva de episódios, compreensivelmente, se preocupou em contar as origens e dramas de cada um dos personagens, mas acabou não atingindo resultados muito satisfatórios, pois como se trata de um elenco relativamente extenso, a produção perdeu em ritmo e acabou deixando uma impressão de ser apenas uma espécie de X-Men com uma figura paterna repressora.

Boas notícias

Para aqueles que se decepcionaram com a primeira parte da saga dos irmãos Hargreeves, a boa nova é a que a segunda temporada irá recompensar aqueles que não perderam as esperanças e deram mais uma chance à produção.

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No último episódio da primeira temporada, o Número 5 (Aidan Gallagher) para evitar que os irmãos morressem no apocalipse em 2019, viajou no tempo com seus irmãos, eles foram parar em 1963 e novamente, eles terão que lidar com um eminente fim dos dias, desta vez em 1963.

Nos primeiros momentos da nova trama, Número 5 vê que novamente o mundo irá acabar e ele tem apenas dez dias para reunir seus irmãos e juntos, impedirem o fim do mundo. Neste momento a série faz lembrar um pouco o filme “Watchmen”, por causa dos efeitos visuais, e fica claro que este não é o ponto forte da produção.

Outro ponto fraco de “The Umbrella Academy” são suas coreografias de luta. Mas estes leves problemas são compensados por um roteiro que mesmo abordando um tema tão revisitado, viagem no tempo, consegue apresentar boas ideias.

Obviamente que a produção foi feita antes dos recentes protestos ocorridos nos Estados Unidos, provocados pelo assassinato de um homem negro, George Floyd, por um policial branco, e que acabou motivando manifestações contra o racismo e a violência policial em várias partes do mundo.

Mas a escolha por ambientar a trama em 1963, no Texas, poucos dias antes do assassinato do presidente John F. Kennedy e das manifestações dos cidadãos afro-descendentes daquele país, fazem uma conexão direta do que está acontecendo atualmente no mundo.

Outro tema abordado na trama é a luta contra a homofobia, o diretor-executivo da atração, Steve Blackman em entrevista para o portal Geek Culture, falou sobre os temas sociais abordados na segunda temporada.

A intenção da série era mostrar Allison, a Número 3, (Emmy Raver-Lampman) como uma mulher negra na década de 1960, ou Vanya, a Número 7 (Ellen Page) uma mulher homossexual.

Ainda estão na série os problemas mostrados na primeira temporada, as questões mal resolvidas que os irmãos têm com o pai ausente, o que deixou sérias feridas emocionais em cada um deles. Ao longo da nova trama eles terão que superar suas diferenças e isto é mostrado com boas situações com muito humor, boa dose de violência e situações, e personagens bizarros.

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