Nesta quarta-feira (8), foi divulgado um Vídeo do jornalista e âncora do Jornal da Globo, William waack, e seu convidado Paulo Sotero, diretor do Wilson Center, durante uma gravação em Washington (EUA), na qual cobriu ao vivo a vitória do presidente norte-americano, Donald Trump, em 2016. O âncora instantes antes de entrar ao vivo ouve uma buzina de carro e incomodado com a situação fala: “Tá buzinando por que, seu merda do cacete” e então o jornalista diz ao convidado: “Vou nem falar, eu sei quem é... Preto, né? É coisa de preto com certeza.”

O vídeo é o vídeo mais visto da semana com milhares de visualizações no YouTube e Facebook.

Em menos de um dia entrou para os assuntos mais comentados do Brasil no Twitter. Com todos os jornais e emissoras noticiando o ocorrido, a TV Globo não deixou de se posicionar e fez uma nota esclarecendo o ocorrido, afirmando não tolerar este tipo de atitude e irá conversar com o jornalista sobre o caso, mas até ser decidido, a emissora afastou William Waack de seu telejornal, o Jornal da Globo, sendo substituído pela jornalista e âncora da Globo News Renata Lo Prete.

Em trecho da nota divulgada, a TV Globo afirma que é totalmente contra o racismo e todas as suas formas de manifestação e que em nenhuma circunstância pode servir de atenuante. “Wiliam Waack é um dos maiores profissionais brasileiros com um currículo extenso de serviços ao jornalismo.

A partir de amanhã (9), a emissora irá entrar em contato com o jornalista e assim decidir as implicações a longo prazo e como desenrolarão os próximos passos”, acrescenta.

O âncora não se manifestou diretamente ainda sobre o vídeo e seus comentários de cunho racista. Porém, por meio da nota da TV Globo, ele diz não se lembrar do ocorrido e pede desculpas aos ultrajados com a situação.

Paulo Sotero também se manifestou após o vídeo aparecer nas redes sociais. Em uma resposta ao site de notícias Buzz Feed, o diretor diz não ter ouvido o comentário do jornalista e complementa: “Wiliam não é assim, eu certamente não sou assim, repudio totalmente o racismo.”

A Globo estará se tornando um exemplo a outras emissoras em que já ocorreram casos semelhantes ao de William Waack.

Muitas emissoras se omitiram diante de tais casos, como, por exemplo, do apresentador do Jornal da Band, Boris Casoy, que tem um vazamento de áudio durante o comercial de seu telejornal com o apresentador dizendo, após passar vídeo de dois garis desejando feliz 2010 a todos, ‘‘que merda, dois lixeiros desejando felicidade do alto de suas vassouras. A escala mais baixa do trabalho’’. O jornalista no dia seguinte pediu desculpas e em seguida foi processado, tendo que pagar R$ 60 mil de indenização aos garis.

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