O meio artístico coleciona mais um óbito ao reconhecer que outra importante figura da Música brasileira deu seus últimos acordes. O cantor Agnaldo Timóteo morreu ontem, dia 3 de abril, no Rio de Janeiro.

Hospitalizado desde o dia 17 de março, Agnaldo não resistiu a complicações decorrentes do coronavírus. A notícia foi confirmada por meio de nota expedida pela família do cantor.

Sua morte ocorreu às 10h45 e seu corpo será enterrado no Cemitério Jardim da Saudade, situado na zona oeste do Rio de Janeiro. Em atendimento às normas sanitárias, a família adiantou que não haverá velório e sepultamento abertos aos fãs e ao público em geral.

Será uma despedida reservada apenas aos mais íntimos e chegados ao artista.

Utilizando-se de delicadeza, a nota familiar agradece todos os esforços despendidos pela Rede Hospital Casa de São Bernardo (na Barra da Tijuca), onde Agnaldo ficou internado. Também agradeceu a todos que fizeram orações, preces e correntes de pensamentos positivos pela sua recuperação.

Característico

Agnaldo Timóteo nasceu na cidade mineira de Caratinga, mas ainda jovem, decidiu se transferir para o Rio em busca de melhores oportunidades profissionais. Na Cidade Maravilhosa, recebeu uma ajuda da cantora e amiga Ângela Maria, gravando seu primeiro disco em 1961. Tinha apenas 25 anos de idade.

Preferiu trilhar o caminho do romantismo, chegando a flertar intensamente com o brega.

Isso nunca o incomodou; ao contrário, fazia questão de se apresentar assim. Adicionando sua voz potente e clara, estava composta sua imagem dentro do cenário musical do Brasil.

Foi em 1967 que aconteceu a virada na sua vida: neste ano, lançou o álbum “Obrigado Querida” com três canções definitivas e responsáveis pelo seu grande sucesso.

Ele regravou “Meu Grito”, composição de Roberto Carlos, e conseguiu notoriedade com “Os Verdes Campos da Minha Terra” e “Mamãe Estou Tão Feliz (Mamma)”.

Nos últimos anos, mesmo não aparecendo com grande frequência na mídia, Agnaldo Timóteo tinha público fiel, apresentando-se em espetáculos com auditórios sempre lotados.

Sua discografia abrange o total de 64 álbuns e, em janeiro de 2021, ele apareceu numa apresentação de caráter beneficente, transmitida do Corcovado, via Internet.

Entrada na política

De opinião forte e de posicionamentos às vezes polêmicos, Agnaldo Timóteo alternava sua participação na sociedade entre a música e a política.

Em 1982, elegeu-se deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro com mais de 500 mil votos. Ganhou confiança e arriscou o Governo do estado carioca em 1990, mas não obteve êxito. Cinco anos depois consegue novo mandato para deputado federal.

Posteriormente, muda-se para São Paulo e obtém dupla vitória em 2004 e 2008, sendo alçado ao cargo de vereador da Câmara paulistana. Tentou uma reeleição em 2012, porém não conseguiu os votos necessários para um terceiro mandato.

Daí então, resolveu sair da política para voltar a se dedicar à música.

Agnaldo Timóteo já havia recebido as duas doses da vacina contra a Covid-19. Os médicos, no entanto, suspeitam que a contaminação tenha acontecido no intervalo entre a primeira e a segunda dose.

A assessoria do cantor, anunciando sua morte oficialmente, declarou o seguinte: “temos a convicção que Timóteo deu o seu melhor para vencer essa batalha e a venceu! Agnaldo Timóteo viverá eternamente em nossos corações”.

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