Em #entrevista exclusiva à Blasting News Brasil, o fisioterapeuta Bruno Gragnani, membro do grupo de pesquisa da equipe de Ginástica Artística de São Caetano do Sul, comentou diversos assuntos que envolvem rupturas de ligamento cruzado anterior de joelho (LCA). Recentemente, os jogadores Luciano, do Corinthians, e Gabriel, do Palmeiras, foram obrigados a se despedirem da temporada por conta dessas lesões. Confira na íntegra:

Blasting News Brasil: É comum que o atleta que tenha a ruptura de ligamento em um joelho venha a ter a mesma lesão no outro joelho tempos depois?

Bruno Gragnani: Já tivemos exemplos desse tipo de caso, como o do atacante Nilmar.

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Porém, não tem nada a ver uma cirurgia de um joelho prejudicar o outro, pois durante o processo de reabilitação não é tratado apenas a “estrutura” joelho, e sim o atleta como um todo, ainda mais quando se trata de atletas profissionais. O mecanismo de lesão é treinado e retreinado várias vezes e de várias formas diferentes, para que as chances de acontecer alguma lesão sejam diminuídas, mas não eliminadas. Quando você se expõe à atividade, você se expõe aos riscos. Se você se preparou, eles irão diminuir e muito, mas infelizmente não conseguimos eliminar de vez. O azar é uma das coisas que faz parte também, mas cabe a nós aceitar e tentar mudar.

BN: Na parte fisioterápica e recuperação pós-operatório, quais etapas você considera como as mais importantes?

BG: A reabilitação toda é importante, desde o momento do pré-operatório até a volta à prática esportiva.

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Mas eu diria que o pré-operatório é muito importante. O trauma da dor, a perda da musculatura, o edema difuso na articulação e a falta de confiança no membro, são fatores que atrapalham no pós-operatório. A fisioterapia tem a capacidade de reeducar, ganhar novamente o mínimo de força e restaurar a amplitude de movimento para a cirurgia, assim, o pós-cirúrgico será menos dolorido e mais eficiente, pois o cérebro, a articulação e o atleta já responderão melhor aos estímulos e os ganhos serão mais precoces. Pena que a minoria da população que pratica atividade física e não é profissional usa desse serviço para se beneficiar.

BN: O futebol é, de fato, o esporte que mais gera essa lesão ou outros esportes também podem desencadear esse tipo de situação?

BG: O futebol é muito popular aqui no Brasil, e por isso muitos casos de lesão de LCA surgem dele, mas em todos os esportes que temos o movimento de pivô, saltos e aterrissagens, além de mudanças de direção, podemos ter lesão do ligamento cruzado anterior. É comum em janeiro ter atendimento de pacientes que romperam seu cruzado esquiando, já que a posição do esqui é bem favorável para a lesão, e caso a pessoa nunca tenha feito as chances delas se machucar são grandes.

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