Viajar por países como a Holanda, Luxemburgo, Suíça e Haiti, principalmente se a pessoa estiver desempregada, não é uma experiência nada confortante e foi exatamente isto o que aconteceu com a espanhola Viviana Fernández, que decidiu retornar a Espanha em um momento de plena crise pela qual o país atravessa. Viviana fez do momento de crise uma grande oportunidade de negócio e assim, cursou pós-graduação em marketing digital, desenvolvendo um projeto de e-commerce de sapatos. Hoje, 5 anos depois, a Lolita Blu não para de crescer e vender seus produtos, ainda mais que tem entre a sua lista de clientes famosas desde modelos, artistas e a rainha espanhola Letizia.

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Viviana e Maria, sua irmã gêmea, têm agora 35 anos, que é o mesmo período de tempo pelo qual os seus pais trabalharam com bolsas e sapatos como que por coincidência da vida, e a família não apoiava as filhas na continuidade do negócio. Entretanto, "percebi que era um segmento com potencial e desejava ser a minha própria chefe. A minha irmã e eu criamos que o empreendimento funcionaria pelo atrativo, qualidade e preço baixo”, diz Viviana após ter convidado sua irmã María para trabalhar com ela.

Pode ser questionado o argumento de que o sapato custe barato, uma vez que o par da Lolita Blu tem o preço de cerca de 80 euros; entretanto, Viviana rebate dizendo que os produtos vendidos no site por 80 euros podem ser conseguidos no comércio de rua por até 250 euros e que a qualidade de sua produção é muito boa com sapatos de couro legítimo e outros materiais nobres.

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As gêmeas iniciaram o negócio com o próprio pouco dinheiro que tinham, tendo mais sapatos de marca de terceiros; todavia, atualmente, mais de 65% da produção – inclusive bolsas - é da marca Lolita Blu. Produzem modelos originais ou mesmo atrevidos que conforme as espanholas são os mais procurados pelos compradores via internet e parecem ter razão, pois iniciaram sem escritório e nenhum empregado. Hoje já contam com 3 funcionários registrados, o contador, o fotógrafo e o programador.

“A moda não é uma futilidade, mas uma forma de se expressar”, diz Viviana; contudo, é importantíssimo conhecer o terreno do seu novo negócio e oferecer algo melhorado ou mesmo totalmente novo, diferente do que há no mercado, para simplesmente não ser mais um negócio com potencial de vir a falir. #Negócios #Comportamento #Crise econômica