A República Popular da China organizou uma grande parada militar como homenagem aos 70 anos da vitória do povo chinês contra o fascismo do Japão, durante a Segunda Guerra Mundial. O evento, realizado na Praça da Paz Celeste (Praça Tiannamen), no centro da capital chinesa, foi aberto com um discurso do presidente chinês Xí Jìnpíng e acompanhado por mais de 30 chefes de governo e de estado, entre os quais o presidente russo Vladimir Putin, a presidenta sul-coreana Park Geun-hye e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

O presidente Xí Jìnpíng destacou primeiro a importância da luta do povo chinês contra os invasores japoneses, que durou oito anos, e a importância da vitória, que possibilitou a preservação da civilização chinesa de 5000 anos.

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Ele afirmou o interesse do povo chinês em continuar seu desenvolvimento pacífico com as seguintes palavras: “Experiências com guerras fazem com que os povos respeitem ainda mais a paz. #China nunca vai procurar hegemonia. China nunca vai tentar ampliar seu território e nunca vai causar a outros povos sofrimentos pelos quais ela mesma passou”.

Nesse sentido, o presidente chinês anunciou a redução do número de solados do exército popular da China, devido ao papel crescente de tecnologias avançadas. Apesar da redução anunciada, o exército chinês ainda permanecerá o maior do mundo, com mais de dois milhões de membros.

A parada militar contou com a participação de 12.000 membros das forças armadas e mais 1.000 soldados de 17 outros países, 200 aviões de combate e 500 unidades de equipamento militar.

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No foco da atenção estava uma dezena de mísseis balísticos de longo alcance, o DF-21D, primeiro e único míssil balístico do mundo destinado à luta contra navios, denominado pela mídia de "assassino de porta-aviões". Supõe-se que os DF-21D, compridos em torno de 10 metros, um metro de diâmetro, carregados pelos caminhões de 12 rodas, têm alcance entre 900 e 1.000 quilômetros.

Segundo os especialistas ocidentais, esta primeira parada militar desde que o presidente Xí Jìnpíng assumiu o poder em 2012, demonstrou o poder bélico da China, a determinação do país de defender seus interesses na região de uma forma mais ativa e a intenção clara de fortalecer a identidade nacional.