Uma jiboia que faz parte de uma espécie rara conhecida como ribeira ou Corallus Cropanni foi encontrada no Assentamento Alves Teixeira Pereira, em Sete Barras (SP), no Vale do Ribeira.

O controlador de acesso Paulo Vinícius Teixeira foi quem encontrou a serpente e ficou muito feliz pelo momento. Ele contou que quando avistou a cobra disse não acreditar que estava encontrando outra jiboia de uma espécie tão rara.

O encontro da serpente traz benefícios para todos os envolvidos, tanto para o local onde foi encontrada como para a comunidade científica que poderá estudar e monitorar um animal vivo.

Segundo informações do portal G1, um guarda que faz plantões no Parque Estadual Intervales disse para Teixeira e seus amigos para que eles tomassem cuidado, pois havia uma cobra de tons amarelados que estava transitando pela localidade, que fica no Vale do Ribeira, em Sete Barras (SP).

Então foi iniciada uma captura para encontrar a serpente e depois de um tempo a equipe junto ao controlador de acesso conseguiram encontrar o réptil. Em 2017 eles também iniciaram algumas buscas até encontrar outra jiboia do ribeira, após ser considerada extinta pelos biólogos.

Em 2017 foi achada a jiboia mais rara do mundo

A jiboia que foi encontrada em 2017 recebeu o nome de “Dona Crô” e passou por diversos estudos e monitoramento. Os responsáveis pelos estudos foram os biólogos Bruno Rocha e Daniela Gennari, os quais contaram com a ajuda do próprio Teixeira.

Ao relembrar o episódio, Bruno Rocha disse que foi algo inédito para ele, pois a espécie foi vista com vida pela última vez em 1953, em Miracatu (SP). Desde então só foi possível ver cobras da espécie mortas e não era possível realizar muitos estudos.

Já em 2017 quando foi encontrada viva, os biólogos então puderam fazer diversos estudos sobre os comportamentos do animal.

Teixeira comentou que a captura da serpente foi resultado de uma campanha de conscientização de educação ambiental na comunidade que teve início em 2016. Depois de vários estudos, os pesquisadores tiveram fortes indícios de que a espécie era endêmica da região e então deram início ao Projeto Jiboia do ribeira conscientizando às pessoas a não matar a serpente caso encontrasse.

Sobre a escolha do nome, os pesquisadores quiseram fazer uma ligação entre o animal e o local. O termo jiboia por se tratar de uma espécie que não possui veneno e ser da família Boiadae que são próximas das jiboias e a jiboia-arco-íris.

As campanhas deram continuidade e incentivaram outros pesquisadores e líderes de comunidades que desejam preservar as serpentes.

Segundo Willian Daniel Martins, um dos envolvidos no projeto, os moradores matam as cobras que aparecem, pois tem medo de serem atacados pelas serpentes. Mas eles iniciaram a campanha e desde então conversaram com as pessoas. Eles alertaram que quando alguém da comunidade encontrasse alguma cobra deveria avisá-los que eles iriam ajudar a se livrar do animal sem precisar matar. Neste mesmo sentido foi criado o projeto “Mãos que Protegem” para conscientizar as pessoas sobre como preservar as matas e não matar serpentes ou outros animais que aparecem nas regiões.

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