Ainda chocados com a tragédia em Brumadinho (MG), a população de Barão de Cocais teme em ver a cena se repetir em sua cidade. Em alerta máxima desde o dia 22 de março, a Defesa Civil aumentou consideravelmente os órgãos de suporte e nos últimos dias uma movimentação intensa de aeronaves do Corpo de Bombeiros, além de caminhões de grande porte da empresa Vale, tem assustado os moradores da região. De acordo estudos feitos pela mineradora, a data prevista para a queda do talude é para até o próximo sábado (25).

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José Ocimar de Andrade, assessor de desenvolvimento setorial e tenente-coronel, explicou que essa movimentação da equipe de apoio terrestre e aéreo já estava prevista como um dos planos de ação da Defesa Civil. Segundo ele, os bombeiros já realizaram reconhecimento de rotas de fuga, os melhores lugares a serem usados para evacuar a população da zona de risco, e que o uso de aeronaves é fundamental em tipos de situações como essa.

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Toda essa ação está ocorrendo devido a um talude da Mina de Gongo Soco que está se desprendendo aproximadamente 10 centímetros por dia. Todos temem que a queda do talude provoque um deslizamento por conta do abalo e venha atingir a barragem Sul Superior, resultando no rompimento da estrutura. Informações apontam que a barragem alcançou o nível 3 de risco, o mais elevado da escala.

No último sábado (18), foi feito pela segunda vez uma simulação de emergência na cidade com o número de 1.635 habitantes, uma quantidade abaixo do esperado. A instrução era para que todos saíssem do local a pé, sem os seus carros e apenas com os documentos pessoais.

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Estudo sobre impactos

A empresa mineradora Vale teve até o começo da tarde desta última quarta-feira (23) para apresentar o dam break, um estudo sobre o impacto que o rompimento da barragem pode causar caso ocorra. Segundo o documento apresentado ao Ministério Público de Minas Gerais, além da cidade de Barão de Cocais, em um mapa de inundação estão as cidades de São Gonçalo do Rio Abaixo e Santa Bárbara.

Caso a barragem se rompa, cerca de 6,4 milhões de metros cúbicos de água e uma mistura de resíduos de minério se espalharão por quilômetros em uma grande velocidade, assim como aconteceu em Brumadinho.

Através de radar e estação robótica, a Vale está monitorando a mina 24 horas por dia. Segundo a empresa, até o presente momento não há nenhum indício técnico que a queda do talude seja um gatilho para o rompimento da barragem Sul Superior.

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No entanto, o chefe da divisão de segurança das barragens da ANM, disse que ainda não é conhecido o real estado da barragem, uma vez, que por atingir o nível 3 de alerta, os funcionários não têm autorização para fazer inspeção ou manutenção no local.

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