O número de corpos encontrados saltou nesta segunda-feira (28) e, até o final da noite, já foram confirmadas 65 vítimas fatais. Até o momento, 35 corpos já foram identificados; há 279 desaparecidos, 192 resgatados, 386 localizados e 135 desabrigados. Dentre os focos de trabalho do Corpo de Bombeiros estão a região do refeitório da empresa Vale, que ficava praticamente na base da barragem e um segundo ônibus com vítimas fatais.

Os equipamentos israelenses já começaram a operar e, segundo autoridades no local, é possível localizar corpos até 4 metros de profundidade na lama e, além disto, eventuais emissões de sinal de celular sob a massa que começa a ficar mais densa. Chegou-se a questionar a funcionalidade dos equipamentos, mas os engenheiros de Israel garantiram que os aparelhos vão ser úteis após calibrados corretamente.

Militares do Corpo de Bombeiros conseguiram retirar dois corpos do segundo ônibus encontrado na área administrativa da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O veículo foi encontrado por um voluntário que tentava salvar um animal. Ele avistou algo rígido azul e ao escavar, de maneira primitiva, já que estava sem equipamentos, verificou se tratar de um veículo. Os bombeiros fizeram um trabalho de identificação e viram que se tratava de um micro-ônibus e que havia vítimas. Não pode-se confirmar ainda a quantidade de mortos no interior do veículo de transporte. As buscas continuarão no veículo, nesta terça (29).

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Natureza

Mobiliário do refeitório é encontrado

A descoberta de móveis do refeitório deve auxiliar na busca por corpos. Segundo o porta-voz da corporação, o tenente Pedro Aihara, as buscas no ônibus foram intensificadas, mas após encontrarem o mobiliário, a região também foi vasculhada e alguns corpos também foram achados no local.

Os corpos possivelmente foram arrastados por cerca de 800 metros, já que era esta a distância entre eles e o local do refeitório.

O equipamento israelense ajudou na localização. Existem cerca de 130 militares israelenses na região.

Esta pode ser a maior tragédia trabalhista do país e já é muito maior, em mortes, que a de Mariana, que totalizou 19 vítimas fatais. Em Brumadinho, desde o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, o número de mortos confirmados é de 65, mas infelizmente, o número pode ser bem maior, já que existem quase 300 pessoas que ainda são consideradas desaparecidas.

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