Na maternidade Balbina Mestrinho, localizada na zona sul de Manaus, um vídeo em que um médico aparece agredindo fisicamente e proferindo xingamentos contra uma Mulher foi gravado e propagado nas redes sociais. O que causou ainda mais estranheza é que a mulher estava entrando em trabalho de parto. De acordo com informações da Polícia Civil, a atitude do médico configura crime de injúria e vias de fato.

O caso será investigado pelo CRM-AM (Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas).

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De acordo com a Susam (Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas), o caso foi registrado na última quarta-feira (20). O vídeo mostra a mulher sendo tratada pelo médico de uma forma agressiva, inclusive, o registro mostra o momento exato em que a mulher é agredida na região das coxas.

Na sequência, um familiar da vítima decide intervir e avisa ao médico que irá fazer uma denúncia a respeito das agressões. O médico, que aparenta estar completamente irritado, dispara um grito contra o familiar e manda ele denunciar.

Foi através das redes sociais que a Secretaria de Estado de Saúde tomou conhecimento desse caso. Porém, a secretaria informou que o vídeo foi filmado no ano passado. Ainda foi informado que não houve qualquer registro de denúncia na ouvidoria ou na maternidade à época. Foi esclarecido também que a secretaria já tramita um processo administrativo que visa apurar uma outra denúncia que foi feita contra esse mesmo médico.

Médico será afastado do Igoam

Em nota, a Susam afirmou que de forma alguma apoia ou está de acordo com a atitude do médico.

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E é exatamente por não concordar com a conduta do médico que Carlos Almeida, que além de secretário de estado de Saúde é vice-governador do Amazonas, está solicitando ao Igoam (Instituto de Ginecologia e Obstetrícia do Amazonas) o afastamento desse profissional.

A delegacia da mulher também se pronunciou sobre o caso

A Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher foi procurada pela reportagem do G1. Quem comentou o caso foi a delegada Débora Mafra, e, inclusive, classificou tal ação como crime.

De acordo com a delegada, humilhações e xingamentos caracterizam crimes de injúria. Ela também esclareceu que dar um tapa sem deixar marcas é vias de fato. Porém, se o tapar deixar uma marca aí o crime é caracterizado como lesão corporal.

A delegada ainda ressaltou que em um momento tão delicado quanto o do parto é necessário que os médicos tenham amor pelo o que faz e consigam manter a calma. Ela ainda disse que o profissional precisa estar habilitado para esse momento, e não deve xingar a paciente ou então cometer crimes contra a vítima ou contra a família da mesma.

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A delegada ainda orienta que as vítimas procurem a ouvidoria da saúde ou então a corregedoria para que se possam tomar todas as medidas cabíveis a esse tipo de caso.

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