Mais de um mês após o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Minas Gerais, foi identificado o bebê de um ano e meio que estava entre os desaparecidos. O nome de Heitor Prates Máximo da Cunha apareceu na lista de pessoas já reconhecidas. O enterro do menino, segundo a avô, foi realizado na última terça-feira (26). Com ele, já são 186 pessoas identificadas.

Heitor era filho de Paloma Prates da Cunha, de 22 anos, cujas as imagens de seu dramático resgate, pouco depois do rompimento da barragem, rodaram o mundo. Ela foi tirada da lama por dois funcionários da Vale. Além do filho, a mulher perdeu o marido e a irmã mais nova, Pamela Prates da Cunha, de 13 anos.

Os dois corpos já foram encontrados.

Após o acidente, Pamela ficou quatro dias internada e ainda se recupera das fraturas sofridas no nariz e no osso esterno (peito). Na última segunda-feira (25), antes do corpo do filho ser identificado, ela concedeu uma entrevista onde falou das dificuldades da vida continuar após a tragédia e que não para de pensar em tudo que aconteceu.

“Não consigo trabalhar, só fico pensando no que aconteceu. Infelizmente a gente não sabe nem o que vai fazer daqui pra frente”, falou. Ela disse ainda que às vezes pensa que tudo é um sonho e que vai chegar em casa e encontrar sua família.

122 pessoas seguem desaparecidas

Cinco semanas após o rompimento da barragem, 122 pessoas arrastadas pelo mar de lama ainda seguem desaparecidas.

Os números foram atualizados no final da tarde desta quinta-feira (28) pela Defesa Civil de Minas Gerais.

Ao todo, estão sendo usadas 62 máquinas pesadas na procura por corpos, ou fragmentos. Os 124 bombeiros que ainda seguem trabalhando estão distribuídos em 15 frentes de trabalho. O tempo instável fez com que o uso de drones não fosse recomendável.

Funcionários da Vale foram libertados

No início da noite desta quinta-feira (28), os oito funcionários da Vale que haviam sido presos no dia 15 de fevereiro, em razão das investigações sobre o rompimento da barragem, foram libertados.

A soltura cumpre uma decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nefi Cordeiro, que justificou que os presos não oferecem riscos de atrapalharem as investigações.

O ministro ainda argumentou que quando estavam em liberdade, os funcionários não influenciaram testemunhas, destruíram provas ou ameaçaram fugir e que eles podem ser ouvidos e investigados em liberdade.

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