Dona Sandra, de 49 anos, viveu momentos de grande terror. O filho dela, João Vitor Lemos, de 18 anos, é um dos sobreviventes do ataque à Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, na Grande SP. Ele foi ferido por um dos atiradores, entretanto, conseguiu sobreviver ao ataque e caminhar até o hospital para receber ajuda. O jovem recebeu um golpe de machadinha desferido por Guilherme Taucci Monteiro, ex-aluno da escola.

Após chegar ao hospital, ele foi atendido rapidamente. Na última terça-feira (13), a vítima foi submetida a uma cirurgia.

A mãe do rapaz disse aos jornalistas que ele ainda sente muitas dores e está muito abalado com tudo o que aconteceu. Segundo Sandra, o jovem está passando por várias crises de choro por ter perdido amigos durante esse massacre.

A repórter Márcia Dantas, do programa "Primeiro Impacto", exibido pelo SBT, foi uma das jornalistas que conversaram com a mãe de João Vitor na porta do hospital em que o jovem está internado. Assista:

Entenda o caso

O massacre aconteceu na manhã da última terça-feira (13) por volta de 9h30, quando a escola foi invadida por Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, e Guilherme Taucci Monteiro, de 17, que são ex-alunos da escola.

Os rapazes começaram a atirar contra alunos e funcionários. Foram momentos de grande tensão. Os rapazes pareciam não ter alvos certos, eles queriam assassinar o maior número de pessoas possível. Depois de fazerem oito vítimas fatais, Guilherme, o atirador mais jovem, assassinou seu comparsa, Luiz, e depois tirou a própria vida, segundo informações da Polícia.

Merendeira ajuda a esconder 50 crianças

Silmara Cristina Silva de Moraes tem 54 anos e está sendo considerada uma grande heroína.

Assim que ela percebeu que um massacre estava acontecendo na escola, decidiu abrir a porta da cozinha. De acordo com o portal G1, ela fez com que 50 crianças se escondessem lá dentro. Depois, com a ajuda de outros funcionários, conseguiu montar uma barricada para impedir a entrada dos bandidos no local. Eles usaram uma geladeira e um freezer. Já como escudo, eles tiveram a ideia de usar uma mesa. Eles tombaram essa mesa e se esconderam atrás dela.

A merendeira contou que houve muita gritaria. Ela e os amigos de trabalho tentaram acalmar as crianças e pediram para que elas permanecessem deitadas, pois assim as chances de serem atingidas pelos disparos seriam menores.

Governador se pronuncia sobre o massacre

O governador de São Paulo, João Doria, usou seu perfil oficial no Twitter para se pronunciar a respeito do acaso. Ele acompanhou de perto o auxílio as vítimas sobreviventes. Inclusive, postou um vídeo em seu perfil mostrando o momento em que chegou a escola.

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