Morreu em Campinas (SP) uma Mulher moradora de rua, mais uma vítima de feminicídio. O suspeito é o seu companheiro, identificado como Sandro Joel do Nascimento, apontado como responsável por queimar 80% do corpo de Fátima Berlotine, de 40 anos.

O suspeito foi preso em flagrante em local próximo de onde ocorreu o crime. Ele se encontrava com as mãos queimadas e negou a autoria do crime em conversa com os policiais que o encontraram após o ataque.

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O crime ocorreu em um imóvel abandonado localizado em um cruzamento na avenida Barão de Itapura com a Rua Osvaldo Cruz, no bairro de Barão Geraldo. O suspeito teria prendido a vítima no imóvel abandonado e ateado fogo. A motivação teria sido uma discussão entre o casal.

A Policia Militar informou também que já havia atendido outra ocorrência envolvendo o casal anteriormente no mesmo dia de manhã, após uma briga do casal ouvida por moradores da região.

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A PM foi acionada novamente a tarde quando receberam informações que, após uma nova discussão, o homem teria ateado fogo na mulher. A vítima foi socorrida primeiramente por transeuntes que arrombaram a porta do imóvel trancada pelo autor do crime e encontraram Fátima nua embaixo dos escombros com queimaduras por todo o corpo. O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado para prestar os primeiros socorros logo após o ataque e a vítima foi encaminhada para o hospital, onde teve os primeiros cuidados médicos realizados antes da transferência para outro hospital.

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Mulher

O caso foi registrado na Delegacia da Mulher como tentativa de homicídio e Sandro teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia. Fátima, que estava internada desde o dia 7 de março na Santa Casa, após ser transferida do HC Unicamp onde foi atendida e teve os primeiros cuidados médicos, não resistiu às queimaduras e sequelas devido ao ataque. Ela veio a falecer na última terça-feira (12). Não se tem informações a respeito do velório.

Sandro Joel do Nascimento, que era companheiro de Fátima Aparecida Berlotine, permanece preso. Este foi o terceiro caso de feminicídio registrado na cidade de Campinas somente no ano de 2019.

Feminicídio

É o crime de assassinato "por discriminação à condição de mulher". É considerado hediondo e está previsto em lei de 2015. A pena mínima para quem comete crime de feminicídio é de 12 anos de prisão e a máxima é de 30 anos.

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