Na última quarta-feira (13), um homem e um adolescente invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, na cidade de Suzano, e abriram fogo contra os estudantes e funcionários da instituição. Embora o motivo para o crime permaneça desconhecido, uma vez que os assassinatos se seguiram do suicídio dos algozes, alguns detalhes a respeito de outros pontos já foram revelados à imprensa, como, por exemplo, a identidade das vítimas fatais da tragédia ocorrida no colégio Raul Brasil.

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Entre essas vítimas figura a professora Marilena Ferreira Umezu, 59 anos, que foi a primeira pessoa a ser baleada dentro da unidade escolar. Marilena ensinava filosofia para as turmas do Ensino Médio e, posteriormente, foi promovida a coordenadora pedagógica por conta do seu bom relacionamento com o corpo discente da Escola Estadual Raul Soares.

Mas não eram somente os colegas de profissão que gostavam de Marilena. Os alunos também admiravam a professora.

Professora de filosofia é morta em massacre (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
Professora de filosofia é morta em massacre (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Para Gustavo Santiago, ex-aluno de Marilena, o sorriso da professora é uma das lembranças que têm. E Santiago não é um caso isolado, uma vez que outros jovens compartilharam experiências semelhantes e ressaltaram que Marilena Ferreira Umezu era uma das professoras mais queridas da instituição.

Todos esses acontecimentos se tornam ainda mais tristes quando se analisa as redes sociais de Marilena. Uma vez que se vê fotos com os alunos, marcadas por legendas carinhosas, e fotos com as suas netas, marcadas por igual afeto.

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Além disso, quando se vai um pouco além, é possível encontrar publicações nas quais a professora de filosofia manifesta a sua opinião a respeito da posse de armas de fogo.

Marilena passa o tempo livre na biblioteca para poder aconselhar os alunos

Para além do ambiente da sala de aula, Marilena também costumava ser encontrada, com bastante frequência, na biblioteca da Escola Estadual Raul Soares, ambiente no qual passava o seu tempo livre e aproveitava para aconselhar alunos a respeito de questões como o vestibular, aplacando suas ansiedades.

Nesse sentido, a ex-aluna Isabela Olivetto, atualmente com 25 anos, relata que em função do tempo que passava na biblioteca, acabava por se encontrar bastante com Marilena, que estava sempre feliz e dizendo aos alunos presentes no local para manterem o foco em suas vidas após o Ensino Médio.

Ainda segundo Isabela, a professora parecia gostar de ver que os alunos da Raul Brasil estavam interessados em fazer parte das universidades federais e estaduais.

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