Nesta sexta- feira (5), o Presidente Jair Bolsonaro declarou que horário de verão será cancelado para o ano de 2019. Esta decisão foi tomada após pesquisas internas do Ministério de Minas e Energia, que concluíram que medida não reduz o consumo de energia. A decisão ainda será revista posteriormente.

Em seu Twitter pessoal, Bolsonaro publicou: "Após estudos técnicos que apontam para a eliminação dos benefícios por conta de fatores como iluminação mais eficiente, evolução das posses, aumento do consumo de energia e mudança de hábitos da população, decidimos que não haverá horário de verão na temporada 2019/2020."

Horário de verão

A medida foi criada com o intuito de economizar energia elétrica, adiando o relógio em uma hora.

O horário de verão retarda a noite e usa a própria luz do dia nos períodos de maior consumo energético (entre 18h e 21h) quando a coincidência de consumo por toda a população provoca um pico. Normalmente, os relógios são adiantados entre os meses de outubro e fevereiro, durando em média 120 dias.

A proposta foi adotada no país em 1931, com o governo Vargas. Os estados brasileiros adeptos ao horário de verão são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grossa do Sul e no Distrito Federal.

No mundo, o horário de verão é adotado em diferentes períodos e mais de 60 países o aplicam. A maior parte dos países que adota a medida está situada nas regiões entre os trópicos e os polos.

Dentre esses países, pode-se citar alguns, como por exemplo: Canadá, Nova Zelândia, Cuba, Paraguai, México, entre outros.

Motivo da suspensão

Segundo pesquisas do Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil economizou pelo menos R$ 1,4 bilhão desde 2010 por ser adepto do adiantamento dos relógios. Entre 2010 e 2014, a utilização da luz solar resultou em uma economia de R$ 835 milhões para os consumidores.

A população mudou os hábitos de consumo energético, usando a energia em períodos da tarde em que o horário de verão não interfere. Com tais mudanças, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE solicitou novas pesquisas sobre o impacto do horário de verão no consumo energético do país. Tais pesquisas evidenciaram que a medida deixou de cumprir o papel para o qual foi criado, perdendo sua função e se tornando, portanto, ineficaz sob o ponto de vista do setor elétrico.

A decisão do presidente foi tomada após uma pesquisa do Ministério de Minas e Energia, em que 53% dos entrevistados eram a favor da suspensão do adiantamento dos relógios. De acordo com Otávio do Rêgo Barros, porta-voz do presidente, a suspensão do horário de verão está prevista somente para o ano de 2019 até segunda ordem.

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