Uma idosa de 65 anos, como maneira de driblar a depressão, decidiu fazer parte de um programa social da cidade de Santos (SP), onde vive. O programa em questão consiste em realizar acolhimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social ou que estejam afastadas de seus pais devido a ordens judiciais.

A idosa é Inês Bordinhon. Seu trabalho como voluntária do programa Família Acolhedora já dura dez anos e, durante esse tempo, Inês já cuidou de 19 bebês. Inês recebeu uma reportagem do portal G1 e concedeu uma entrevista sobre sua trajetória no trabalho voluntário.

Inês, por vezes, não fica sabendo completamente da história das crianças das quais cuida. Porém, isso parece não ser relevante e ela está sempre disposta a abrir as portas de sua casa, pelo tempo que for, para acolher as crianças e adolescentes em questão. Ela relata que fazer isso é uma maneira de, diariamente, aprender com os menores que acolhe.

Como maneira de fazer com que as crianças e adolescentes se sentissem em casa, Inês fez algumas modificações em sua residência. Atualmente, na sala, encontram-se brinquedos e algumas almofadas.

Além disso, é possível ver uma parede de fotos dedicada a todas as crianças que passaram por ali. E Inês, orgulhosa das crianças, faz questão de contar todas as histórias ligadas àquelas fotografias.

Jornada iniciou após morte de marido

Inês relata que a sua jornada iniciou com o falecimento de seu marido. Para aplacar a solidão que sentia, ela decidiu procurar instituições que precisassem de voluntários, como escolas, creches e asilos. Inês, porém, relata que só se sentiu plenamente satisfeita com o trabalho voluntário quando conheceu o Família Acolhedora.

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Ela contou ainda que desconhecia a possibilidade dessa “adoção temporária”, e que isso se mostrou gratificante para ela, mesmo que as crianças só passassem um tempo em sua casa. Nesse tempo, de acordo com Inês, ela poderia amá-las como se fossem seus próprios filhos.

Entretanto, no início de sua jornada, Inês afirma que não recebeu apoio. Porém, a falta de entendimento por parte das pessoas próximas não a desmotivou. A mulher relata que persistiu, ainda que as pessoas a considerassem louca, e dissessem para ela fazer outras coisas com a sua vida, como viajar, por exemplo.

Recentemente, porém, Inês conta que a postura daquelas que a conhecem foi modificada, de modo que ela é bastante elogiada pelo que faz pelas crianças.

E não poderia ser diferente, considerando a rotina pesada e intensa que, aos 65 anos, Inês enfrenta diariamente. Ela acorda por volta das 6h para dar mamadeira e banho nos bebês. Posteriormente, ela cuida da casa até que o processo precise ser repetido. Mesmo com isso, Inês garantiu que a vontade de cuidar das crianças só aumenta e que deixar o voluntariado está longe dos seus planos.

Além de tudo isso, Inês ainda faz questão de registrar os momentos com as crianças que passam por sua vida. Porém, os registros não ficam com ela: eles são colocados em um álbum e entregues às famílias, de modo que elas –e as crianças– não percam um só momento da sua vida.

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