Durante uma cerimônia realizada nesta quinta-feira (25) no Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou um decreto para declarar o fim do horário de verão no Brasil.

Desde o início do mês de abril o chefe de Estado já havia anunciado que estava disposto a revogar o horário de verão no país. Na publicação ele defendia que os estudos técnicos negam benefícios diante da estratégia de alterar o horário do relógio.

Os estudos citados ainda apontam, segundo Bolsonaro, que iluminação mais eficiente, evolução das posses, aumento do consumo de energia e mudança de hábitos da população foram os principais fatores para a tomar a decisão de encerrar a dinâmica do horário de verão no Brasil em 2019 e 2020.

O Ministério de Minas e Energia informou que não houve indícios de economia de energia decorrentes do horário de verão nesta última temporada registrada, que ocorreu entre o final de 2018 e começo de 2019.

Esses registros ainda apontam que desde o ano de 2014 os índices de economia de energia nas temporadas de verão caem deliberadamente, não ultrapassando a margem de R$ 278 milhões. Em 2016, por exemplo, a economia de energia atingiu somente R$ 147,5 milhões em todo o território nacional.

Tudo sobre o horário de verão

A dinâmica do horário de verão consiste em adiantar o horário do relógio em uma hora em determinadas temporadas do ano.

No entanto, apenas parte dos estados brasileiros adotavam a prática.

A primeira temporada do horário de verão ocorreu entre os dias 3 de outubro de 1931 e 31 de março de 1932, instituída pelo governo do então presidente, Getúlio Vargas. No verão seguinte, a prática foi novamente adotada.

No entanto, nos anos seguintes ela ocorreu de forma não consecutiva: entre os anos de 1949 e 1953 e de 1963 a 1968.

Depois, somente em 1985 ele foi novamente adotado e perpetuado até os dias atuais.

No Brasil, as temporadas do horário de verão duram em média 120 dias. O Instituto Paraná Pesquisas realizou uma pesquisa com uma amostra de mais de duas mil pessoas moradoras dos 26 estados, mais o Distrito Federal. O estudo apontou que 65,7% aprova o fim do horário diferenciado no país.

Segundo a pesquisa, 78,6% da região Nordeste aprova o fim da medida, assim como os outros 73% dos moradores das regiões Norte e Centro-oeste. Além disso, 58,8% da população do Sul e 57,5% dos moradores do Sudeste também concordam com a revogação do horário de verão.

Vale lembrar que desde o ano de 2008 os oito estados da região Nordeste já não aplicam mais essa dinâmica em suas cidades. No mundo, cerca de 70 países também adotam o horário diferenciado na estação, entre eles estão o Canadá, México e Paraguai. Contudo, países como Rússia, China e Japão não adotaram o sistema.

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