No Estado de Rondônia, na última sexta-feira (29), houve o rompimento de duas barragens que deixou cerca de 100 famílias isoladas. Esse é mais um desastre que coloca em risco a vida de muitas pessoas, sem falar nos problemas relacionados ao meio ambiente.

O rompimento da barragem ocorreu após fortes chuvas no interior do estado de Rondônia. A Polícia Ambiental informou neste último sábado (30) que após as chuvas fortes na região, houve o rompimento de duas barragens que ficam numa área administrada pela Mineradora Metalming, em Novo Oriente, no distrito de Machadinho D’Oeste, que fica a pouco mais de 350 quilômetros de Porto Velho.

O rompimento das barragens deixou cerca de 100 famílias isoladas devido à queda de sete pontes que não suportaram a força das águas. As duas pontes, que ligam os municípios de Machadinho D’Oeste a Ariquemes, estão entre as que foram destruídas pelo incidente. Até agora não há informações sobre vítimas fatais e nem sobre o tamanho dos danos ao meio ambiente.

Segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam), o material derramado devido o rompimento das barragens não é prejudicial à Natureza e não há risco de contaminação, pois é composto apenas por areia e argila. Contudo, mesmo não sendo um material tóxico, isso pode afetar o ecossistema da região.

O Gestor da Metalming, Renato Plautino, admitiu à Rede Amazônica que as barragens que foram rompidas estavam na área de responsabilidade da mineradora, porém, afirma que elas estavam inativas há muito tempo.

A Sedam informou que a empresa Metalming está com todas as suas licenças em dia. A empresa atua na região desde a década de 1970 e as barragens são provenientes da mineração de cassiterita, mas estão inativas há muito tempo.

A mineradora informou, por meio de nota, que “os acidentes” ocorridos em Rondônia não têm relação com as suas barragens, pois as mesmas estão em perfeito estado de segurança e preservação.

A nota afirma ainda que as barragens que são sob responsabilidade da Metalming encontram-se perfeitas, intactas e seguem rigorosos padrões de segurança, que são recomendados pelas instituições responsáveis pela fiscalização.

Dessa forma, fica então a dúvida de quem seria o responsável pelas barragens rompidas, tendo em vista que a Metalmig não é mais responsável pela administração das duas barragens que romperam, pois elas estavam desativadas.

Ibama e Polícia Civil tentam estimar os danos

No último sábado (30), uma equipe de perícia da Polícia Civil sobrevoou junto com o Ibama os locais atingidos para fazer uma estimativa dos danos causados pelo rompimento dessas barragens. Ainda não foram divulgados dados das proporções de áreas atingidas e das que poderão sofrer consequências dessa calamidade.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, Machadinho D’Oeste ocupava a 15ª colocação no ranking de cidades que mais desmatavam no Brasil em 2007.

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