A professora de ensino técnico Joana D'Arc Félix ficou nacionalmente conhecida através de sua história de superação que supostamente irá virar filme. Joana declarou possuir diploma de pós-doutorado pela Universidade de Harvard, o que, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, seria uma informação falsa.

Procurada pelo jornal, a universidade norte-americana teria afirmado que não emite diplomas de pós-doutorado. A cientista se manifestou em entrevista e garantiu que não teria mentido em nenhum momento acerca de sua história.

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Validade do documento

O jornal entrevistou a professora Joana D'Arc pela primeira vez no ano de 2017. Na ocasião, a cientista afirmou que teria morado por dois anos em Cambridge, onde fica localizada a Universidade de Harvard.

O jornal teria solicitado à professora documentos que pudessem comprovar o trabalho realizado nos Estados Unidos, e Joana enviou um diploma, com a data de 1999, que possuía o brasão de Harvard, seu nome completo e o título “Postdoctoral in Organic Chemistry”.

Joana D'Arc seria interpretada pela atriz Taís Araújo no cinema. (Reprodução/Instagram/@taisdeverdade)
Joana D'Arc seria interpretada pela atriz Taís Araújo no cinema. (Reprodução/Instagram/@taisdeverdade)

O jornal enviou a documentação para que a universidade fizesse a análise se sua autenticidade. Em resposta, a Havard afirmou que não emite diplomas de pós-doutorado e ainda apontou erros ortográficos no documento (a palavra "of" estava escrita, erroneamente, como "oof").

No documento enviado pela professora há ainda duas assinaturas. Uma delas seria de Richard Hadley Holm, professor de química em Havard. Procurado pelo jornal, o professor respondeu por e-mail e declarou que o diploma seria falso.

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"O certificado é falso. Essa não é a minha assinatura, eu não era o chefe de departamento naquela época. Eu nunca ouvi falar da professora Sousa", disse ele.

Professora nega ter mentido

Além das informações sobre seu diploma em Harvard, Joana D'Arc também contou em diversas entrevistas que havia entrado na faculdade aos 14 anos, o que mais tarde também foi desmentido pelo jornal O Estado de S. Paulo. O jornal apurou que a data da matrícula de Joana na faculdade é do ano de 1983, quando tinha 19 anos, e não aos 14, como havia informado.

Procurada pela revista Veja, Joana se manifestou acerca da polêmica. A professora explicou que, de fato, não possuía diploma em Harvard, pois não havia concluído, por ter retornado antes. A cientista revelou que foi à universidade por algumas vezes e teve orientações à distância.

Quanto ao diploma, Joana informou que o documento teria sido feito para uma encenação, e que teria informado ao jornal, à época da entrevista, em 2017, que o mesmo não teria validade.

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Questionada pela revista, se teria mentido acerca de sua história, a professora negou. "Eu não menti. Pode ser que eu não tenha explicado de uma forma correta. Mas eu não menti em nenhum momento", argumentou ela.

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