A detenta Suzane von Richthofen, que foi condenada pela morte de seus pais em 2002, e cumpre a pena de 39 anos pelo crime, deixou, na manhã desta quarta-feira (8), a penitenciária feminina de Tremembé, localizada no interior de São Paulo, para usufruir de seu benefício garantido por lei da saída temporária para o Dia das Mães. Por volta de 8h10, Suzane deixou o local dentro de um carro branco que a esperava.

A partir de agora, Suzane deverá passar sete dias fora do presídio.

Ela está cumprindo sua pena em regime semiaberto desde 2015, quando adquiriu o benefício. É garantido por lei que Suzane tenha direito às saídas durante os períodos de Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal/Ano Novo. A detenta foi condenada no ano de 2006. Ela foi indicada como sendo mandante do crime que ceifou a vida de seus próprios pais, Manfred e Marísia von Richthofen, a marretadas. Atualmente, ela já cumpriu cerca de 15 anos de sua pena total.

Benefício das ‘saidinhas’

Este tipo de benefício é garantido por lei e está nos artigos 122 e 125 da Lei de Execução Penal. Os presidiários que podem fazer uso deste beneficio são aqueles que estão em regime semiaberto e também que, no momento, já cumpriram pelo menos um sexto de suas penas. Ou até mesmo um quarto, em caso de reincidência, e que aleguem um bom comportamento durante a reclusão.

Anteriormente, Suzane quase acabou perdendo seu benefício das saídas temporárias após um episódio em que foi flagrada em uma festa em Taubaté.

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Ela foi presa em dezembro do ano passado após uma denúncia anônima que indicava que a detenta estava na festa em questão, e não no endereço que deve ser indicado previamente para que se obtenha o benefício. Para obter este tipo de benefício é necessário informar um endereço fixo, e o beneficiado não pode frequentar locais como bares, casas noturnas e outros.

Por causa deste episódio, Suzane acabou tendo seu benefício suspenso em fevereiro deste ano, e ela não poderia sair nas próximas três vezes, que seriam a Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Pais.

No entanto, a defesa de Suzane entrou com um pedido de habeas corpus, solicitando que as saídas da detenta fossem restabelecidas. Em abril, foi derrubada a determinação feita em janeiro pela juíza Wania Regina da Cunha, após o desembargador José Damião Cogan assinar um despacho a respeito do caso. No entanto, a presidiária acabou perdendo seu benefício da saída durante o período de Páscoa.

Esta não foi a primeira vez que Suzane teve problema com as ditas "saidinhas".

Em 2016 ela forneceu um endereço falso às autoridades, e, na ocasião, respondeu por um processo administrativo e foi punida, levada para uma cela solitária.

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