Nesta segunda-feira (3), a Polícia Civil apreendeu oito jovens suspeitos de serem os alunos filmados na última sexta-feira (31) jogando livros e carteiras contra a professora de uma Escola estadual de Carapicuíba, na Grande São Paulo. A prisão dos adolescentes aconteceu em flagrante por associação criminosa.

Além disso, segundo o delegado responsável pelo caso em entrevista à imprensa, os alunos também responderão judicialmente por atos infracionais de dano ao patrimônio público e pela tentativa de lesão corporal, ameaça e injúria contra a professora.

Ainda segundo o delegado, outros dois suspeitos que aparecem nas imagens só não foram apreendidos até o momento porque não foram encontrados, mas responderão pelos mesmos atos que os outros oito apreendidos. Após passar por momentos tensos com seus alunos, a professora permanece internada por conta do estresse.

Nas imagens que foram divulgadas nas redes sociais, é possível ver o momento em que professora quase é atingida por um livro que havia sido lançado por um aluno.

No entanto, ela tenta controlar a turma que segue bagunçando e gritando muito em sala de aula. Certo momento, a professora desiste e abandona a sala, depois disso o vandalismo se generaliza. As imagens foram gravadas na Escola Estadual Maria de Lourdes Teixeira. Depois que as imagens tomaram conta das redes sociais, a Diretoria Regional de Ensino de Carapicuíba informou por meio de uma nota oficial que repudia todo e qualquer ato violento, seja dentro ou fora do ambiente escolar.

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Polícia Escola

Sete alunos foram suspensos

Após o caso ganhar força nas redes sociais, o Secretário Estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, informou que sete dos dez alunos que foram filmados, já haviam sido suspensos do ambiente escolar. Rossieli afirma também que na tarde de segunda-feira (3), o conselho escolar iria se reunir com os pais dos alunos, com os professores e com a comunidade, para assim tomar uma decisão final sobre o futuro dos meninos.

Ao jornal "SP1", da TV Globo, Rosseli diz que fará o possível para que o conselho escolar opte pela transferência compulsória destes alunos, porque para ele é inaceitável esse tipo de agressão a um profissional da educação.

Cresce número de agressões contra professores

Segundo um levantamento feito pela GloboNews através da Lei de Acesso à Informação, o número de agressões contra professores aumentou drasticamente se comparado ao ano de 2017.

Segundo o levantamento, em 2018, o número de agressões cresceu cerca de 73% se comparado a 2017. Essa porcentagem faz o número de agressões passar de 251 em 2017, para 434 em 2018. Ainda segundo os dados passados pela GloboNews, em 2014, foram registrados 234 casos de agressões contra professores da rede estadual de educação.

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