A busca pelas vítimas da barragem que se rompeu em Brumadinho, na Grande Belo Horizonte, ainda segue com a presença de 142 bombeiros militares e 137 máquinas pesadas. No entanto, um fato chamou a atenção das autoridades. Nesta terça-feira (4), 131º dia de buscas, um corpo inteiro foi encontrado pelos bombeiros, deixando todos muito surpresos. O corpo estava mergulhado na lama composta por rejeitos. Segundo as informações, o comum após duas semanas da tragédia é encontrar apenas fragmentos de corpos, e não um corpo inteiro.

Conforme informações dos bombeiros divulgadas pelo portal R7, o corpo estava na região do Terminal de Carga Ferroviário, que fica bem próximo à área do rompimento da barragem. O Instituto Médico Legal (IML) está verificando a identidade da vítima.

O portal G1 publicou uma declaração do tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros. Segundo ele, achar um corpo completo quatro meses após o desastre é uma situação totalmente atípica. Aihara comentou que as buscas irão continuar até que todos os corpos ainda desaparecidos sejam resgatados.

A tragédia em Brumadinho aconteceu no dia 25 de janeiro, onde a barragem da mina Córrego do Feijão, pertencente à Vale, estourou. Os rejeitos concentrados na lama vieram arrastando casas, vários estabelecimentos e causando um desastre enorme com a morte de várias pessoas. Todos foram surpreendidos com o rompimento, já que nenhum alerta foi dado. A região era turística e, por essa razão, concentrava muitas pessoas. De acordo com os últimos dados publicados, 245 pessoas foram identificadas. Aguarda-se que mais 25 corpos sejam resgatados da lama.

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Polícia

Homenagens

A Polícia Militar fez uma homenagem nesta segunda-feira (3) às vítimas de Brumadinho. Um vídeo com as imagens do desastre e dos resgates foi feito em harmonia com uma poesia. A homenagem aconteceu juntamente com a comemoração dos 244 anos da corporação de Minas Gerais.

Relato de sobrevivente

Várias vítimas ainda carregam a dor de ter perdido seus familiares. Em uma entrevista ao G1, Alessandra Souza lembrou dos momentos de aflição que passou quando houve o rompimento da barragem. Ela perdeu a sua filha de 14 anos, Lays, e sua irmã Talita, de 15, está internada sem previsão de alta.

Alessandra contou que toma medicamentos fortes para amenizar as sua dores. Ela conta que no dia da tragédia, era tanta lama que veio em direção a sua casa, que em determinado momento não conseguia nem respirar. Ela lembra de estar agarrada a um pedaço de pau gritando pelas meninas.

A lama aspirada por Alessandra acabou contaminando as suas vias aéreas e ela teve uma infecção no crânio.

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