Uma sindicância foi aberta pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e irá apurar o caso de um médico que atendeu pacientes após supostamente ter ingerido bebida alcoólica em uma unidade de pronto-atendimento da cidade de Mairinque, região de Sorocaba, no interior de São Paulo. A investigação ocorrerá sob prazo e sigilo estabelecido por lei.

Na semana passada, após ter recebido uma denúncia de uma paciente, o vereador Rafael da Hípica, usando seu aparelho celular, gravou o atendimento feito pelo médico. Nas imagens, o médico gagueja e apresenta dificuldades em amarrar os sapatos.

Ele ainda justifica a sonolência afirmando que havia feito uso de calmantes. O vereador o questiona sobre o cheiro e o médico acaba admitindo que havia ingerido bebida alcoólica.

A Guarda Municipal chegou a ser chamada, mas quando os agentes chegaram a Pronto-Atendimento, o médico já havia deixado o local e não voltou mais. Ele teria atendido dois pacientes por cerca de duas horas. O coordenador do hospital disse que o médico estava fazendo o plantão no lugar de uma colega que não foi trabalhar.

O Instituto Cisne, organização social responsável por cuidar da unidade, informou que o médico não faz parte de seu quadro de profissionais. Além disso, o fato dele ter ficado no lugar de outro médico no plantão não foi informado. Essa médica, que não teria informado a troca, foi afastada.

O coordenador da UPA, além de uma testemunha, foram até a delegacia presar queixa e abrir boletim de ocorrência contra o médico. No BO foi informado que o médico aparentava estar alterado, com fala pastosa, hálito alcoólico e olhos avermelhados. "Acionaremos o Ministério Público para que responsabilize o Instituto Cisne", disse o vereador, que afirmou que também acionaria a Secretaria de Saúde e o Poder Executivo por "não exercer a fiscalização legal para com esse serviço".

Inquérito para apurar morte de menino arrastado

Também na cidade de Mairinque, a Polícia Civil irá abrir inquérito para apurar a morte de um menino de três anos que foi arrastado por um cavalo por cerca de dois quilômetros, entre os bairros Arco-íris e Pantojo. A criança estava presa ao animal por uma corda.

Populares conseguiram conter o animal e socorreram o menino, que chegou ao Pronto Atendimento sem vida.

Ele foi enterrado no domingo (14), no cemitério de Mairinque. A ocorrência foi registrada como morte suspeita.

A polícia agora quer descobrir quem estava com o menino e quem o arramou no animal, que é de pequeno porte e tem o tamanho de um pônei. A família ainda está bastante abalada com o ocorrido e deverá prestar depoimento nos próximos dias.

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