No final do Jornal Nacional desta última sexta-feira (19), a Rede Globo divulgou uma nota de repúdio, ao que a emissora considerou serem ataques do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) à jornalista Míriam Leitão.

No café da manhã com a presença de jornalistas de fora do Brasil, ainda na sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que a jornalista participou da luta armada no período da Ditadura Militar no Brasil e ainda levantou dúvidas quanto ao fato de a jornalista ter sofrido tortura durante o Regime militar.

Jair Bolsonaro afirmou que Míriam Leitão estava se dirigindo para a guerrilha do Araguaia quando foi detida em Vitória. O presidente continuou sua fala dizendo que não passava de mentira, drama, que Míriam não teria sido torturada e nem teria sofrido abuso, o presidente repetiu duas vezes esta opinião de que são falsas as declarações de Míriam Leitão.

Contestando o que foi dito pelo presidente Jair Bolsonaro, a nota da Rede Globo, afirmou que Leitão não fazia parte da luta armada, e que ela era integrante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), e que sua função no partido era trabalhar com propaganda.

Nota da Rede Globo

A nota lida ao vivo na noite da última sexta-feira pela jornalista Renata Vasconcellos, relatava que Míriam Leitão foi torturada enquanto estava grávida, com 19 anos, a tortura aconteceu no 38° Batalhão de Infantaria, que ficaria localizado em Vitória (ES).

Ainda é relatado na nota que em 1973, a jornalista denunciou sua tortura para a primeira auditoria da Aeronáutica, localizada no Rio de Janeiro.

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Jair Bolsonaro Governo

Segundo a nota, Míriam contou seu sofrimento ao juiz auditor e aos militares, e afirmou que este relato consta nos autos e estaria a disposição para consulta de todos.

De acordo com a nota, Míriam Leitão enfrentou um julgamento e foi absolvida de todas as acusações contra ela feitas pela Ditadura. Também foi dito no Jornal Nacional, que a jornalista já havia sido alvo de críticas nos governos petistas, mas que diferentemente do que aconteceu agora, os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, nunca questionaram o sofrimento que a jornalista havia passado na Ditadura.

A nota encerrou dizendo que Míriam tinha a solidariedade de seus colegas de profissão da TV Globo, Rádio CBN e jornal O Globo.

Em 2017, presidente havia criticado Míriam

Jair Bolsonaro também fez ataques à Miriam Leitão, em 2017. Quando era deputado federal, o atual presidente da República fez uma declaração nada elegante à jornalista, em que ele fazia referência ao sobrenome dela.

Jair Bolsonaro escreveu na sua conta do Twitter em novembro daquele ano, que Míriam Leitão iria querer lamber suas botas caso ele chegasse ao poder.

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