As polêmicas trazidas por documentos hackeados de celulares dos procuradores da Operação Lava Jato, parece que teve um outro capítulo um tanto inusitado. O jornal Folha de S.Paulo, em pareceria com o site The Intercept Brasil, teve acesso aos depoimentos de Assad compartilhados entre procuradores do MP (Ministério Público Federal).

A matéria divulgada pelo jornal nessa quinta-feira (29) informa que o operador financeiro Adir Assad disse aos procuradores que lavou milhões para o Grupo Silvio Santos.

Isso se deu, segundo ele, através de contratos falsificados esportivos. O esquema teria sido feito com Daniel Abravanel, sobrinho de Silvio Santos, através da Liderança Capitalização, que é a empresa responsável pela Tele Sena.

Segundo a delação de Assad, o operador financeiro diz ter recebido do grupo R$ 19 milhões através da Liderança Capitalização e recebeu o dinheiro com sua própria empresa, a Rock Star, entre o ano de 2006 até meados de 2011.

Segundo a reportagem da Folha, quando Assad virou delator, teria admitido fazer esquemas irregulares e se definiu como um gerador de caixa. Assad disse, que dava o dinheiro para quem o contratava sem nem querer saber o que cada contratante faria com o dinheiro.

Assad ainda disse que nos esquemas de lavagem de dinheiro, ele pegava 10% pelo serviço feito, outros 10% para sua própria comissão e devolvia cerca de 80% do valor que era sacado, às empresas.

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Santos Silvio Santos

SBT na berlinda

Segundo a Folha, Assad sem mencionar o nome de Silvio Santos, afirmou queo esquema teria sido realizado em duas épocas distintas. A primeira vez foi no fim 1990, que firmou um contrato que era superfaturado de patrocínio entre as empresas que têm o grupo e os pilotos da Fórmula Indy e também da categoria Indy Lights. O contato para fazer tudo isso na época era o atual presidente do Grupo Sílvio Santos.

Na mesma delação, Assad disse aos procuradores que o SBT teria necessidade de fazer um caixa paralelo à época, porém, não soube dizer para quê esse caixa.

Nessa mesma época, ele disse que a operação teria movimentado R$ 10 milhões. Assad pontuou na delação também, que os pilotos nunca souberam dessas irregularidades, pois eram patrocinados como forma de espaços de propaganda. Segundo a Folha, o irmão de Assad, Samir Assad, também virou um delator da Operação Lava Jato e confirmou essa história.

A segunda vez desse mesmo trabalho com o SBT, mais ou menos em 2000, foram feitos contratos com imagem e de um patrocínio na Fórmula Truck. O esquema era que uma parte pequena ficava com os pilotos e à outra parte era devolvida ao SBT. Ele disse ainda que o maior montante desse dinheiro foi entregue em dinheiro vivo para um dos diretores financeiros do grupo, chamado Vilmar, em um escritório que ficava no centro da cidade de São Paulo.

Em nota, o SBT e o Grupo Silvio Santos disseram que não conhecem o teor dessa delação e não podem dizer nada. Mas aproveitaram para enfatizar que todas as empresas do Grupo Silvio Santos sempre fizeram uma pauta de suas condutas nas práticas da perfeita legalidade.

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