De acordo com uma matéria do jornal O Dia, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) conseguiu, em um período de menos de 24 horas, se destacar na imprensa e nas redes sociais não por declarações com temas relevantes para a sociedade, mas por fazer piadas de gosto duvidoso, além de continuar a fazer suas tradicionais declarações polêmicas.

Quando questionado sobre como conciliar crescimento da economia e preservação do meio ambiente, na sexta-feira (9), na parte da manhã, no Palácio da Alvorada, Brasília, o presidente da República disse a seguinte frase: "é só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também".

Bolsonaro declarou também que quanto maior a quantidade de filhos, menor a cultura dos pais. O presidente, que tem 5 filhos, afirma ser uma exceção a esta regra.

Na noite de quinta-feira (8), durante sua live semanal pelo Facebook, Jair Bolsonaro fez uma piada com conotação sexual com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O ministro avisou que iria deixar a live para dar lugar ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

No que Bolsonaro perguntou para Moro se o ex-juiz iria fazer um "troca-troca" com Salles. Depois da piada, Jair Bolsonaro soltou uma gargalhada, enquanto Moro deu um sorriso visivelmente constrangido.

Comportamento do presidente

O jornal carioca O Dia, em sua edição deste domingo (11), reuniu alguns especialistas para analisar as falas do presidente da República.

O sociólogo Ignácio Cano, professor da UERJ, diz que Bolsonaro usa este tipo de tática para aproximar-se das pessoas e, ao mesmo tempo, esquivar-se de assuntos relevantes.

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Cano explica que o humor é um dos recursos utilizados pelo presidente para parecer mais simples e popular. O sociólogo ainda afirma que a piada é uma maneira de deixar de falar de assuntos mais sérios. Ignácio Cano afirma que Bolsonaro faz isso também por ser uma pessoa limitada.

O cientista político e professor da USP Glauco Peres diz que existe uma atenuação deste tipo de postura do presidente por parte dos apoiadores de Bolsonaro.

Ele afirma que o presidente fala para "um grupo de seguidores cegos" e que este público relativiza todas as falas do líder do poder Executivo. Peres terminou dizendo que Bolsonaro não se preocupa com a imagem que passa, porque suas falas não farão diferença para seus apoiadores.

Piadas fora do tom

Segundo o jornal O Dia, o presidente coleciona episódios com suas características piadas de gosto duvidoso, como, por exemplo, o que ocorreu em maio, no Aeroporto Internacional de Manaus (AM).

Na ocasião, o presidente debochou do órgão sexual de um homem de ascendência asiática, ao posar para uma fotografia junto com um fã. "Tudo pequenininho aí", disse o presidente para este homem. Este episódio viralizou nas redes sociais.

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