Há aproximadamente um ano, um fatídico acidente de trânsito provocou a morte do casal Luiz Vicente da Cruz e Aparecida Souza da Cruz, 68 anos e 59 anos, respectivamente.

O fato ocorreu na região central de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Nesta sexta-feira (2) o motorista que conduzia o veículo envolvido no acidente, Saulo Lucas Barbosa Vieira, vai a júri popular no Fórum da cidade de Campo Grande.

No julgamento realizado pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, comparecem Fernanda de Souza Cruz e Flávia de Souza Cruz, filhas do casal que tinha 55 anos de convivência e estava prestes a completar 43 anos de casados. De frente para o réu, Flávia desabafou e disse que aquele seria um dia de honrar a memória de seus pais: "“Foi um ano muito difícil e chegou o dia de honrar a memória dos meus pais".

Fernanda, a filha mais velha, revelou que os pais foram ávidos trabalhadores e que a casa onde eles moravam era considerada um local em que todos se sentiam acolhidos.

Segundo Fernanda, ela não ficava um dia sequer sem falar com seu pai e sua mãe.

A filha Flávia reforçou que os pais, além de afetuosos, eram completamente responsáveis no trânsito. Diante do ocorrido, Flávia alegou: "a gente não considera acidente, e sim um crime". Emocionada, ela revelou que depois da tragédia que vitimou seus pais, seu mundo acabou.

Entenda o acidente

Por volta das 5h da manhã do dia 15 de junho do ano de 2018, Saulo Lucas Barbosa Vieira, na época com 27 anos, conduzia sozinho um automóvel modelo Fiat Uno na rua Cândido Mariana, centro da cidade de Campo Grande, capital do estado de Mato Grosso do Sul.

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De acordo com a denúncia, Saulo dirigia na contramão e em alta velocidade, até colidir com o veículo, modelo Corsa, em que estavam Luiz Vicente da Cruz e a esposa Aparecida Souza da Cruz.

Com a colisão, houve capotamento e o casal não resistiu ao impacto. Saulo, por sua vez, ficou ferido e foi levado a Santa Casa do município. O jovem se negou a realizar o teste do bafômetro, contudo, policiais certificaram o termo de embriaguez e o conduziram para prisão em flagrante.

Júri popular

Hoje, Saulo responde por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. O julgamento chegou a ser marcado no final do ano passado, no entanto, a defesa do réu entrou com pedido de desclassificação de crime doloso para culposo, porém, o pedido foi negado. O acusado responde o processo preso.

Aluízio Pereira dos Santos, juiz que responde pelo caso, explica que o réu vai ser julgado por dois homicídios e risco a coletividade - já que Saulo se encontrava em estado de embriaguez e dirigindo na contramão da via.

O juiz conta que se o júri entender que o episódio se trata de um crime qualificado, o réu pode ser condenado a 30 anos de prisão por vítima do acidente.

Enquanto isso o advogado de defesa, Caio Magno Duncan Couto, afirma que Saulo foi negligente por assumir bêbado a direção do veículo, no entanto, defende que o acusado seria de outra cidade e não conhecia as ruas da capital, por isso havia entrado na contramão.

Se o júri entender a tese da defesa, o réu passa a ser condenado a 8 anos de prisão por cada vítima.

Flávia, uma das filhas do casal morto no acidente, fez um apelo para outros motoristas não cometerem o erro de combinar bebida alcoólica e direção. “Custou a vida dos meus pais”, completou.

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