Um homem de 64 anos foi na última terça-feira (28) até uma delegacia em Sinop, cidade que fica a 503 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso, onde confessou que matou a mulher e enterrou o corpo no banheiro que estava em construção. Esse seria mais um caso dentre tantos de feminicídio registrado no país não fosse por um detalhe: o crime aconteceu em outubro de 1994, ou seja, há 24 anos.

Um dos motivos que fez Jairo Narciso da Silva confessar o crime tantos anos após o ter cometido é que ele acreditava que não seria preso pelo fato de já ser idoso. No entanto, não existe prescrição para ocultação de cadáver, um dos crimes que disse ter cometido, além do assassinato da Mulher.

Como foi o crime

O delegado Ugo Angelo Rech de Mendonça descreveu como foi o depoimento do idoso, que segundo ele, matou Luzinete Leal Militão, na época com 28 anos, por ciúmes. Jairo disse que a mulher tinha o costume de frequentar festas e ele a golpeou com uma barra de ferro enquanto ela dormia no quarto do casal.

Ao perceber que a vítima não tinha morrido com o golpe, ele então a asfixiou e enterrou o corpo no banheiro da casa, que estava sendo construído, junto com outros objetos pessoais, como roupas e joias, uma vez que sua intenção era dizer que a mulher havia fugido de casa.

Logo após o crime ele até registrou um boletim de ocorrência, onde alegava abandono de lar. Tempo depois do assassinato, o homem vendeu a casa.

Luzinete tinha dois filhos, sendo um fruto de um primeiro relacionamento e outro, na época com oito anos, filho do casal. No dia do crime eles estavam na casa, mas não ouviram nada e só ficaram sabendo do que realmente ocorreu com a mãe nesta semana. Até então eles acreditavam na versão contada por Jairo de que a mulher havia saído de casa.

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Polícia Mulher

Escavações começaram nesta sexta

Na manhã desta sexta-feira (2), começaram os trabalhos de escavação na casa em que Luzinete teria sido assassinada em busca dos restos mortais da vítima, no Jardim das Palmeiras.

As escavações estão sendo feitas por três funcionários do cemitério da cidade e acompanhada por policiais da Delegacia de Homicídios de Sinop e pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Jairo esteve no local, escoltado por policiais, e indicou o local onde teria enterrado o cadáver. Os filhos da vítima também compareceram ao local, mas, muito abalados, não quiseram falar com a imprensa.

Os atuais donos do imóvel moram fora do país e a casa estava alugada. Os inquilinos a deixaram na quinta-feira (1º), assim que ficaram sabendo do caso. Do lado de fora da casa há uma aglomeração de jornalistas e curiosos que acompanham os trabalhos.

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