Foi preso nesta quarta-feira (2) o suspeito de tirar a vida da jovem Aline Dantas, de 19 anos. A jovem sumiu no dia 8 de setembro, na cidade de Alumínio, interior de São Paulo, após sair de casa durante a tarde para ir a uma farmácia comprar fraldas para a filha. Seu corpo foi encontrado três dias depois, em uma região de mata da cidade, com sinais de estrangulamento e parcialmente queimado.

Desde então os investigadores buscavam informações para encontrar o responsável por tirar a vida da jovem mãe.

Depois de analisar imagens de câmeras de segurança, que mostravam um homem seguindo a jovem por uma rua da cidade e por uma mata, e de receber o laudo das amostras de DNA encontradas debaixo das unhas da vítima, os investigadores chegaram até Heronildo Martins de Vasconcelos, de 45 anos. O mesmo foi preso em sua casa nesta quarta-feira, na região de Sorocaba, e protagonizou uma cena ao sair da delegacia de Polícia para onde foi encaminhado. Ele cuspiu em uma repórter que aguardava para entrevistá-lo sobre o crime cometido.

Após ser agredida, Elisangela Carreira, que trabalha para a TV Bandeirantes, reagiu à atitude do suspeito e bateu nele com o microfone.

Suspeito tem passagem pela polícia

Segundo a polícia, o homem preso pela morte de Aline já tem passagem na polícia por tentativa de abuso sexual contra uma mulher, ocorrido no ano de 2012. Heronildo é porteiro, mas está desempregado.

Segundo os investigadores, o crime é considerado um crime de oportunidade, pois o mesmo não conhecia a jovem Aline e seus familiares.

Heronildo teria visto a mulher andando sozinha pela região na tarde do domingo e viu uma oportunidade para cometer o crime.

Ainda segundo a investigação, o mesmo foi para um velório após abusar e matar a mulher. Ele teria saído do velório por volta das 6h de segunda, de onde sumiu um vidro de álcool em gel. Segundo os delegados responsáveis pela investigação, o mesmo voltou ao local do crime e tentou queimar o corpo da jovem, conseguindo fazê-lo parcialmente.

Aline teria tentado se defender das agressões, o que acabou deixando DNA do agressor debaixo de suas unhas e nos seu órgão genital. Outros três homens, que também tinham histórico de violência sexual, tiveram materiais genéticos colhidos, mas o material encontrado no corpo da vítima não bateu com o deles, mas sim com o de Heronildo.

Para a polícia o caso está elucidado devido às provas encontradas. O suspeito nega ter cometido o crime, mas foi indiciado por homicídio, abuso e ocultação de cadáver.

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