Uma atividade escolar sugerida por um professor de língua portuguesa revoltou pais de alunos de um colégio da rede pública do Distrito Federal e virou caso de polícia. O caso aconteceu no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 104, da Asa Norte.

O docente, que era temporário, pediu para que alunos do sexto ano, na faixa dos doze anos de idade, elaborassem uma redação usando expressões de cunho íntimo. Ele, inclusive, teria escrito no quadro da sala de aula algumas expressões impróprias para a proposta de trabalho, algumas de baixo calão, e ensinado como se pronunciava formalmente algumas destas expressões.

Pais revoltados e caso de polícia

Alguns alunos, fazendo uso de aparelhos celulares, fotografaram as anotações escritas no quadro e gravaram áudios. Elas mostraram o material aos pais, que não gostaram nada da atividade proposta aos filhos e ficaram chocados.

“Aquilo ali não é Educação sexual. Eu acho que aquilo é pornografia”, analisa a corretora de seguros Vanessa Damares, mãe de um dos estudantes, em entrevista à reportagem da Rede Globo. Para ela, nenhuma criança merecia passar por uma situação, a qual classificou como sendo “uma coisa vulgar”.

Já Adriana Sarino disse que o filho de 12 anos teve contato com esses tipos de palavra pela primeira vez. “Fiquei perplexa (...) dessas palavras quase nenhuma ele conhecia ainda”, disse a administradora.

Em um dos áudios gravados pelos alunos, ele ensina como se deve pronunciar a palavra “clitóris”. No quadro, ele escreve as temáticas e aponta com setas como elas devem ser abordadas de maneira formal e informal. “Tem que tratar o assunto com educação, porque é normal”, diz ele durante a aula.

Alguns pais foram além da reclamação na escola, e pelo menos cinco deles, além do diretor do CEF 104, prestaram queixa na Polícia Civil contra o professor.

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Educação

A Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que após as reclamações o docente foi demitido. A pasta ressalta ainda que as autoridades policiais já foram informadas sobre o caso e que os alunos irão receber apoio do Serviço de Orientação Educacional.

A Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc), ligada ao Ministério Público do DF, investigará as denúncias contra o professor. O Sindicato dos Professores do DF também se manifestou sobre o caso, e disse que também faria a apuração das denúncias a respeito da conduta do professor temporário.

Professor se explica

O professor disse que não houve qualquer instrução por parte da instituição de ensino e que a proposta era apenas um exercício de linguagem. Segundo ele, a ideia do exercício era transformar uma linguagem informal em linguagem formal “que é a linguagem da educação de fato”.

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