Segundo um relatório feito pela Agência Nacional de Mineração sobre a tragédia que ocorreu na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, foi conclusivo que a Vale sabia dos problemas da barragem meses antes que de fato ocorresse o rompimento da estrutura, e que estes dados que a empresa já tinha, antes mesmo da tragédia acontecer, foram omitidos pela Vale das autoridades que são responsáveis por regularizar o setor.

O reservatório de lama que acabou se desmanchando com o rompimento da barragem, e acabou varrendo a cidade de Brumadinho, foi responsável por deixar no começo deste ano 252 mortos, além de 18 desaparecidos até o presente momento.

Dados omitidos pela Vale

A Agência Nacional de Mineração, que é a responsável por fiscalizar as barragens e minérios de todo o Brasil, atesta que a Vale tinha ciência das falhas estruturais que foram apresentadas na barragem rompida.

E que, além disso, eles não repassaram as informações corretas para a Agência. Estas informações, no entanto, seriam de extrema importância e determinante para o sistema integrado de segurança.

Também foi revelada uma foto em que é mostrado que na saída de um dos drenos da barragem existiam sedimentos. Isso, segundo foi informado pela Agência, poderia indicar um sério problema para a barragem. Esta foto consta nos registros da Vale, porém, ela nunca foi enviada para a ANM.

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Corrupção

A versão que foi entregue para os fiscais pela Vale continha apenas uma foto, na qual mostrava um problema em uma canaleta que era usada para poder escoar a água da chuva. Isso, no entanto, não afeta a segurança da barragem. O relatório apontou que também houve uma omissão dos aparelhos que medem a pressão da água da barragem, que são chamados de piezômetros. Os gráficos do relatório mostraram que cerca de 15 dias antes que acontecesse o rompimento da barragem eles apontavam que se encontravam em um nível de emergência.

Além de tudo, um radar, que é responsável por medir as movimentações na barragem, também registaram algumas leituras que foram ditas como sendo fora do padrão que deveriam apresentar. Uma delas foi detectada cerca de sete meses antes do rompimento da barragem, e a outra foi detectada um mês antes do trágico acidente acontecer.

Foi informado pela Agência que a Vale havia feito uma vistoria na barragem três dias antes de acontecer o rompimento da barragem.

A ANM destaca que estas informações que foram omitidas pela Vale poderiam ter ajudado a reduzir os danos que foram causados pela tragédia que acometeu Brumadinho neste ano.

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