A Polícia Civil divulgou o nome das cinco pessoas mortas pelo eletricista Alex Sander Correia, de 48 anos. O caso aconteceu na manhã desta quinta-feira (5), em São Vicente, região de Santos, no litoral de São Paulo, quando o atirador baleou sua esposa, matou cinco pessoas da mesma família.

Antes de cometer a série de assassinatos, o eletricista havia baleado a atual companheira, Renata Maria dos Santos, de 40 anos, na Rua A, bairro Humaitá, e depois seguiu de moto até a casa da amante, que fica na Gabriel Passos, no bairro Jóquei Clube.

A primeira vítima do atirador foi Margarete Neto Pinheiro de Jesus. A mulher de 41 anos, que mantinha um relacionamento amoroso com o atirador fora do casamento, foi assassinada na cozinha da casa com um tiro na cabeça.

Mãe de Margarete, Daulira das Graças Neto Neves, de 66 anos, foi morta com um tiro na cabeça nos fundos da casa. Já Maisa das Graças Pinheiro Silva, de 39 anos, era irmã de Margarete e filha de Daulira, foi baleada com um tiro na cabeça no corredor da casa. Ela foi a única que chegou a ser socorrida com vida, mas morreu antes de chegar ao hospital.

Larissa Pinheiro do Monte, de 19 anos, era filha de Maisa e assim como as outras mulheres foi morta com um tiro na cabeça. Ela foi encontrada na lateral da casa. Carlos Alberto Neves, de 57 anos, padrasto de Margarete e foi a última vítima o eletricista. Ele ainda tentou escapar correndo para fora da casa, mas foi morto na rua que fica ao lado do imóvel.

Uma criança que estava no local escapou da fúria do atirador porque com seguiu se esconder debaixo da cama.

Acreditando a companheira estava morta, Alex voltou para o local onde há havia baleado, mas ao chegar lá se deparou com viaturas da policia e ao se ver cercado, se suicidou com um tiro na cabeça.

Companheira iria sair de casa

A mulher de 40 anos, que era companheira de Alex, continua internada. De acordo com informações passadas pela Secretaria de Saúde de São Vicente, ela deu entrada no hospital com ferimentos na cabeça e braço e já se encontra em recuperação pós-cirúrgica.

De acordo com o delegado Norberto Bergamini, a atual companheira de Alex quis ser separar ao descobrir que ele havia tido um filho fora do casamento. No boletim de ocorrência consta que Margarete, amante de Alex, havia entrado com uma ação de paternidade contra o eletricista, mas o resultado havia dado negativo.

Histórico de violência doméstica

No ano passado Renata obteve uma medida protetiva contra Alex com base na Lei Maria da Penha. A medida impedia que Alex de se aproximar da casa em que a mulher mora e ir até seu local de trabalho. Porém, um mandado de busca e apreensão para localizar e apreender a arma que Alex possuía foi indeferido.

Mesmo com tal medida protetiva, Renata acolheu Alex em sua casa e não se sabe se ela tinha conhecimento que ele possuía o revólver calibre 38, usado para cometer a chacina. Eles tinha dois filhos juntos, sendo um adolescente de 14 anos e uma jovem de 21. Ela estava na casa na hora do crime e viu Alex atirando contra sua mães.

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