Em depoimento prestado nesta segunda-feira (3) à Polícia Civil, logo após se preso, Juliano de Oliveira Ramos Júnior, confessou ligação com o assassinato de uma família ocorrido na semana passada em São Bernardo do Campo. Ele deu mais detalhes sobre o crime e disse que houve ainda a participação de uma sexta pessoa. [VIDEO]

O suspeito é primo de Carina Ramos, que por sua vez é namorada Ana Flávia, filha de do casal Romuyuki e Flaviana Gonçalves e irmã de Juan Victor, que foram encontrados carbonizados dentro do porta-malas do carro da família [VIDEO], que foi incendiado em uma estrada rural, próximo ao Rodoanel, na divisa entre as cidades de São Bernardo do Campo e Santo André.

Ana Flávia e Carina estão presas deste a última quarta-feira (29).

A polícia chegou até Juliano logo após Carina mudar o teor de seu depoimento e dizer que foi procurada por ele. Segundo ela, o rapaz queria saber informações sobre a condição financeira dos pais de sua companheira. Ela disse ainda que percebeu a intenção do parente em cometer o roubo, mas diz que não ajudou a planejar a ação e que também não passou informações para ele.

Carina foi flagrada pelas imagens de câmeras de segurança do condomínio junto com outro homem, cerca de um minuto antes dos veículos da família deixar o condomínio.

Eles aparecem empurrando uma moto.

Outros presos

Além de Juliano e das duas mulheres, também foram presos acusados de envolvimento no crime [VIDEO] Guilherme Ramos da Silva e Michael Robert dos Santos. As imagens em que os dois aparecem não foram divulgadas pela polícia, mas existe a expectativa que até o final da tarde desta terça-feira (4), a polícia convoque uma entrevista coletiva para dar mais detalhes sobre essa prisão.

As investigações agora buscam pelo sexto envolvido, que segundo o depoimento de Juliano, teria dado carona após o Jeep ser incendiado.

Plano era assaltar família

Ainda de acordo com o depoimento de Juliano dado à Polícia Civil, ele, as duas mulheres e outros dois comparsas, se reuniram para praticar o assalto na casa da família, que morava em um condomínio fechado em Santo André.

Eles tinham a informação de que na casa estava guardada a quantia de 85 mil reais, mas como não encontraram o cofre, decidiram matar a família e a decisão teve a concordância de Ana Flávia e Carina.

No primeiro depoimento, Ana Flávia e Carina disseram que as vítimas haviam sido mortas por um agita em razão de uma dívida no valor de 200 mil reais. Depois elas mudavam a versão, afirmando que eles haviam sofrido um assalto. As duas negam envolvimento nas mortes.

Parentes disseram em depoimento que dias antes do crime houve uma discussão entre elas e a família por conta da transferência de um carro.

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