A Justiça decretou na noite desta segunda-feira (3), a prisão de um terceiro envolvido na morte de uma família, ocorrida na semana passada, em São Bernardo do Campo, na região do ABC. Juliano de Oliveira Santos Júnior, de 30 anos teve decretara sua prisão temporária por 30 dias. Ele é primo de Carina Ramos, companheira de Ana Flávia Gonçalves, filha do casal encontrado carbonizado. As duas estão presas desde a última quarta-feira (29).

A prisão foi pedida pela Polícia logo após Carina apresentar uma nova versão para o crime.

De acordo com a mulher, Juliano a teria procurado querendo saber sobre a condição financeira dos familiares de Ana Flávia. Em seu depoimento, Carina disse ter notado a intenção do primo em roubar a família da namorada, mas negou que tivesse envolvimento no crime.

A polícia descobriu que Juliano agiu com outros dois comparsas, mas seus nomes e imagens não foram divulgados. Um desses elementos aparece nas imagens do circuito de segurança junto com Carina, um minuto antes dos carros da família deixar condomínio.

Eles empurravam uma moto.

As duas suspeitas foram chamadas pela Polícia Civil para prestarem novo depoimento, mas elas não responderam as perguntas. Seus advogados de defesa disseram que elas falarão apenas em juízo. Eles disseram ainda que as duas são inocentes.

O circuito de segurança registrou que as duas ficaram cerca de seis horas na casa das vítimas, em Santo André.

Polícia busca saber motivações

A polícia suspeita que Ana Flávia e Carina elaboraram um plano para matar o casal Romuyuki e Flaviana Gonçalves e do filho deles, Juan Victor, de 15 anos. Para isso, elas contaram com a ajuda de três homens, sendo que dois deles já foram identificados.

As investigações ainda buscam saber as reais motivações para o triplo homicídio e o roubo dos objetos da casa. De acordo com depoimentos de familiares das vítimas, três dias antes das mortes houve uma discussão acalorada por conta da transferência de um carro.

Em seu depoimento, Ana Flávia disse que seus pais foram mortos por conta de uma dívida de 200 mil reais com agiotas.

Uma testemunha, que está sob proteção, contou que o Jeep da família foi parado com a parte traseira voltada para a casa e que viu um homem, que estava junto com as duas mulheres, a carregar algo pesado para o porta-malas do carro. A polícia suspeita de que possa se tratar dos corpos de pai e filho.

O porteiro do condomínio contou para a polícia que o Jeep era conduzido por Ana Flávia quando ela deixou o prédio. Há suspeita que ela tenha carregado os corpos e sido morta no local onde o carro foi incendiado.

Os corpos foram encontrados carbonizados dentro do porta-malas do veículo

Com o uso de um reagente químico chamado Luminol, as investigações descobriram a existência de sangue nas escadas, maquina de lavar e roupas. O imóvel estava revirado e vários eletroeletrônicos, além de joias e 8 mil em notas de reais e dólares foram subtraídos.

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